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Barbara Demerov Filmes e Séries - Por Barbara Demerov

Em Shadow, visual marcante e sequências de ação se sobressaem

Dirigido por Zhang Yimou, filme estreia em 12 de agosto nos cinemas

Por Barbara Demerov Atualizado em 9 ago 2021, 11h21 - Publicado em 9 ago 2021, 09h48

Shadow, do diretor Zhang Yimou, é um conto épico de ação e fantasia ambientado na China, durante o período dos Três Reinos (220-280 DC) e traz uma premissa interessante: naquele tempo, haviam homens “sombra” que substituíam aristocratas em tempos de perigo. Ao mesmo tempo, as mulheres, que se sentem deslocadas, procuram por um lugar de redenção.

Após lançar A Grande Muralha (2017), com Matt Damon, Yimou entrega uma obra sólida e com personalidade – características que não estão presentes em seu filme anterior. A fotografia de Shadow, como o esperado devido ao título (“Sombra”, em português), é marcada por tons de cinza, branco e preto praticamente do início ao fim.

O visual é um dos maiores méritos do filme, que estreia nos cinemas em 12 de agosto com distribuição da PlayArte. Aliado a isso e à inspiração originada de pinturas chinesas, as sequências de ação são bem coreografadas e fogem da fantasia exacerbada em produções do gênero, trazendo um resultado interessante nas lutas mais brutais.

O mistério também é uma característica representativa em Shadow. Ao longo da narrativa, os personagens apresentam reviravoltas relacionadas a ambição, poder e glória. O desenrolar do filme é satisfatório em termos de ritmo, mas seu desfecho mais parece interromper a emoção e o crescimento linear visto até ali. Como um todo, Shadow vale por sua intensa experiência visual e por ser mais um digno exemplar do cinema fantástico chinês.

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