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Pati Piva comemora 25 anos de sua primeira encomenda

Confira a entrevista com a doceira, que ingressou na carreira quando a confeitaria paulistana era bem diferente do que se vê hoje

Por Gabrielli Menezes Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 20 jan 2022, 14h10 - Publicado em 27 mar 2020, 07h00

Na certidão está Patricia Fernandes Chammas Piva de Albuquerque, mas no mundo da confeitaria sua marca é Pati Piva. A especialista em chocolate é responsável por uma linha de doces como pão de mel, bombons e brigadeiro de churros. Parte das guloseimas era encontrada em sete lojas próprias (todas fechadas na quarentena) e o restante abastecia festas e encontros corporativos (cerca de 200 eventos por mês).

Confira a entrevista da profissional, que em março comemorou 25 anos de seu primeiro pedido.

Pão de mel: uma das especialidades de Pati (Adriano Marques/Divulgação)

Como era a confeitaria em São Paulo quando você começou?

Não tinha muitas opções como hoje nem essa sofisticação. Quando eu comecei, não havia internet nem TV a cabo. Os livros de culinária eram dois: Dona Benta e Ofélia. Eles são maravilhosos, mas agora temos muito mais material. O resultado disso era pouca oferta de doces aos clientes. Precisávamos trazer de fora utensílios de cozinha como espátula, cortador e forminha. Até molde de silicone, que hoje é amplamente conhecido, antes só existia em um lugar no centro da cidade. As coisas eram mais misteriosas.

Você é formada em química. Como foi a transição profissional?

Foi gradual. Eu morei durante três anos nos EUA, trabalhando como pesquisadora e farmacêutica. Aprendi com livros e sou autodidata. Na volta para São Paulo, comecei a dar a estrelinha (bolacha de amêndoas com especiarias envolta de chocolate) aos amigos. Eles gostaram e, conforme a demanda foi aumentando, fui deixando uma atividade de lado para me dedicar à outra.

Quando o negócio começou a se profissionalizar?

Resolvi sair da cozinha de casa e construir um espaço de produção, que é o endereço em que estou até hoje no Morumbi. Funcionamos quinze anos apenas por encomenda. Nesse período, tivemos a oportunidade de divulgar nossos produtos no Empório Santa Maria, em 1998, e na Daslu, em 1999. A primeira loja foi no Shopping Iguatemi, em 2010.

A bruxinha é um sucesso da marca. Como foi a criação dela?

Há uns quinze anos, minha sobrinha ia se casar e queria que eu criasse uma receita especialmente para ela. Meu desafio era fazer um doce de brigadeiro e biscoitinho, então desenvolvi um bombom com recheio de brigadeiro mole e biscoito crocante que foi bem recebido na festa e decidi pôr à venda em versões como Nutella, doce de leite e brigadeiro rosa.

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Como está a produção com a Covid-19?

Com as lojas e a fábrica fechadas, todos os funcionários estão em casa desde a semana passada. Continuamos vendendo o que já estava pronto. Para o delivery, instruímos os motoboys terceirizados e colocamos as sacolas de encomendas dentro de um plástico, que é o que entra em contato com o profissional e a caçamba da moto. A ideia é que o cliente descarte esse plástico ao receber a entrega. Há um grande estoque, mas não temos a esperança de vender tudo. Pretendemos doar a instituições filantrópicas. Vamos arcar com o prejuízo. Não demitimos ninguém e estamos fazendo o máximo para preservar nossos colaboradores.

No momento, há vendas pelo e-commerce patipiva.com.br. e pela Rappi. Pedidos feitos até as 16h são entregues no mesmo dia.

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