Casal que corre unido permanece unido
A corrida é um esporte democrático, reúne pessoas de todos os tipos e favorece muitas amizades. Também é uma ótima atividade para unir os casais, fortalecer os laços familiares e motivar grandes desafios. Um bom exemplo é a história da Kamilla e do Thiago Pontes – ela com 36 anos, ele com 39, ambos administradores […]
A corrida é um esporte democrático, reúne pessoas de todos os tipos e favorece muitas amizades. Também é uma ótima atividade para unir os casais, fortalecer os laços familiares e motivar grandes desafios. Um bom exemplo é a história da Kamilla e do Thiago Pontes – ela com 36 anos, ele com 39, ambos administradores de empresas.
+ Os verdadeiros ídolos do esporte
Eles estão casados desde julho de 2001 e têm dois filhos – o Nicholas, de 11 anos, e o Matheus, 9. Embora sempre tenham gostado de esportes, só passaram a levar a sério a atividade em 2010. “Até então gostávamos de fazer ciclismo. Mas a logística do pedal exigia muito tempo longe de casa e dos meninos. Nunca havíamos corrido antes. Eu comecei em agosto de 2010 e fiz minha primeira maratona em outubro do mesmo ano, em Chicago. Na ocasião, a Kamilla ainda não corria e foi apenas me assistir com os meninos, pois na sequência iríamos tirar férias na Disney. Conclui a primeira maratona em 3h39 e me apaixonei pelo esporte. Ela também adorou aquele clima e decidiu começar a correr. A primeira maratona dela foi em Paris, em 2012, com o tempo de 3h42″, conta Thiago. Atualmente, a melhor marca de Thiago nos 42.195m é 2h56 e a de Kamilla, 2h58.
O cotidiano do casal é puxado. É preciso ter tudo bem organizado para conseguir dar conta. A parceria entre os dois, claro, também é fundamental. Thiago sempre treina bem cedo. “Acordo por volta das 5h da manhã para correr no Ibirapuera, no Parque do Povo ou na USP. Chego ao escritório por volta das 9h e saio às 19h. Tenho uma rotina de trabalho longa e estressante pois sou diretor comercial e sócio de uma grande trading brasileira. São muitas responsabilidades. Mas a corrida me ajuda a ser mais sereno e enxergar os problemas de uma maneira diferente. No final do dia, gosto de chegar em casa e curtir meus filhos e minha esposa”, diz Thiago.
Kamilla, que coordena toda a estrutura familiar, consegue ter uma agenda mais flexível. “Ela é uma mãe fantástica, que acompanha de perto a rotina dos meninos. Após deixá-los na escola é que vai para os treinos de corrida e musculação. Conciliamos nossas atividades sem prejudicar a relação com os filhos, nossos maiores bens.”
Mas também tem treino em dupla, aos sábados pela manhã. “Antigamente corríamos separados pois tínhamos ritmos diferentes. Hoje, com o mesmo pace, corremos os longos entre 4’05 e 4’10 por quilômetro. A performance, inclusive, se tornou uma marca do casal.”
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A cumplicidade e o incentivo entre eles sempre foi muito forte. Quando Thiago fez sua primeira maratona abaixo de três horas, logo tratou de incentivar Kamilla a também buscar essa marca – um feito e tanto para uma atleta amadora. Ela conseguiu pela primeira vez em 2015, na Maratona de Buenos Aires, fechando a prova com 2h58.
“Meu marido, que é meu maior incentivador, estava no quilômetro 41 e correu ao meu lado no final. Foi muita emoção. Cruzar a linha de chegada traz aquela sensação de missão cumprida e de que todos os esforços valeram a pena.” E ela repetiu o feito agora em 2016, também na capital argentina, baixando em alguns segundos seu recorde anterior. “Depois de ficarmos conhecidos como o #casalsub3 queremos cada vez mais melhorar nossas marcas e em conjunto”, vibra Thiago.
Thiago e Kamilla fizeram apenas ultramaratonas juntos. Mas no próximo mês vão correr a primeira maratona lado a lado. Será em Nova York e o casal está bastante ansioso.
Nesse clima de esporte e performance, os filhos se tornaram grandes fãs. “Acho engraçado os meninos saberem exatamente nossas marcas de corrida e em qualquer evento da escola falarem que os pais são corredores. Tem até uma história engraçada com nosso filho mais novo. Uma coleguinha disse que o pai tinha feito 3h10 em uma maratona e o Matheus respondeu: ‘Mas minha mãe e meu pai são sub3′. Nosso principal objetivo é dar bons exemplos de uma família unida e de um estilo de vida saudável.”
Os dois afirmam que até o relacionamento melhorou com a prática esportiva. “Independentemente se o casal corre junto ou se apenas um corre, o importante é respeitar as preferências e incentivar sempre um ao outro. Temos de fazer o que nos faz felizes”, afirma Thiago.





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