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Morre Bruno, o cão policial homenageado na Câmara

Morreu nesta quarta-feira (6)  o cão policial Bruno, que foi homenageado na Câmara Municipal de São Paulo em maio no ano passado por sua colaboração com investigações policiais. Ele tinha 8 anos e 11 meses e morreu devido a um câncer. “Era meu cão, meu amigão, morava comigo”, disse a sua dona Ana Beatriz Albernaz. Ele foi enterrado em […]

Por VEJA SP
Atualizado em 26 fev 2017, 12h36 - Publicado em 8 abr 2016, 12h02
Veja São Paulo

Bruno quando foi homenageado na Câmara (Foto: Veja São Paulo)

Morreu nesta quarta-feira (6)  o cão policial Bruno, que foi homenageado na Câmara Municipal de São Paulo em maio no ano passado por sua colaboração com investigações policiais. Ele tinha 8 anos e 11 meses e morreu devido a um câncer. “Era meu cão, meu amigão, morava comigo”, disse a sua dona Ana Beatriz Albernaz. Ele foi enterrado em Sorocaba e será homenageado neste domingo (10), ao meio dia, no Parque do Ibirapuera. O local exato ainda será definido.

+ Cachorro policial é homenageado pela Câmara de São Paulo

Havia uns dias que Bruno não comia direito, estava magro. Ana então o levou ao veterinário, que pediu uma série de exames, já com suspeita de câncer. “Foi tudo muito rápido. No domingo ele participou de uma trilha, estava feliz”, disse ela. Na quarta (6), ele morreu. “Descobrimos que já estava em metástase, em estágio muito avançado”, disse.

Segundo Ana, Bruno foi o primeiro cachorro a participar de investigações policiais na América Latina. Ele colaborou em três casos de polícia, um deles o do executivo americano David Benjamin Sommer, no ano passado, em São Paulo. Da raça bloodhoud, o cachorro conseguiu confirmar que Sommer tinha passado por uma casa de prostituição.

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Logo após, o funcionário do estabelecimento Alysson Gonçalves Canuto confessou o crime, segundo a polícia. Desaparecido desde o dia 11 de janeiro, o corpo do executivo foi encontrado enterrado nas margens da Rodovia dos Imigrantes no dia 29 do mesmo mês. As investigações foram conduzidas pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa.

“Ele também trabalhou em muitos casos de desaparecimento em que as famílias chamavam a gente. Mas o primeiro grande caso foi na Academia da Força Aérea, em Pirassununga”, conta. Segundo Ana, Bruno ajudou a encontrar o corpo de um piloto que caiu de um planador. “Ele não era especialista em buscar cadáveres, mas cheirou as vestes de um dos desaparecidos e conseguiu reduzir a área de busca a 10% em um canavial”, disse.

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