Vik Muniz revela o que está atrás de quadros famosos
Mostra 'Verso', em cartaz na Galeria Fortes Vilaça, faz um jogo sobre veracidade, falsificação e bastidores
Depois de levar 135 000 pessoas à retrospectiva de sua carreira no Masp e de publicar um enorme catálogo raisonné compilando 22 anos de produção, o paulistano radicado em Nova York Vik Muniz ganha nova individual na cidade.
Formada por oito peças tridimensionais inéditas no país, ‘Verso’ é mais um exemplo do método de trabalho em séries adotado por Muniz. A exposição, montada nos Estados Unidos em 2008 e agora na Galeria Fortes Vilaça, parte de um projeto incomum: traz reproduções da face posterior das pinturas ‘As Senhoritas de Avignon’ (Picasso), ‘Natureza-Morta: Frasco, Vidro e Jarra’ (Cézanne), ‘Tarde de Domingo na Ilha de Grande Jatte’ (Seurat) e ‘O Estúdio Vermelho’ (Matisse). Sempre que precisam atestar a autenticidade de um quadro, os especialistas viram-no ao contrário a fim de analisá-lo. Ali ficam adesivos, selos de museus por onde a obra passou, desgastes causados pelo tempo e, segundo o artista, as “cicatrizes”, as marcas de sua trajetória.
Para realizar a empreitada, Vik Muniz reuniu equipes de curadoria e conservação de instituições americanas do porte do MoMA e do Guggenheim. Depois de fotografar os originais escolhidos, estudou-os durante seis anos. Cada detalhe foi transposto, inclusive as lascas nas madeiras das molduras. Ao entrar na galeria, o visitante verá as telas ao contrário, no chão, como se a exposição ainda estivesse em processo de montagem. É um jogo sobre veracidade, falsificação e bastidores da criação artística. Para a mostra paulistana, foram incluídas versões do outro lado de quatro obras-primas modernistas brasileiras: ‘Abaporu’ e ‘São Paulo’, de Tarsila do Amaral, ‘A Estudante’, de Anita Malfatti, e ‘Samba’, de Di Cavalcanti.
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