Construídos e escondidos, confira três arcos paulistanos

Contornando grandes avenidas ou em ruas de bairros, eles passam desapercebidos pela cidade

Construídos para preencher desníveis entre dois ou mais terrenos, muros de arrimo podem ser encontrados por toda a cidade. o mais famoso deles, com 21 módulos, é conhecido como “Arcos do Jânio”, alvo de uma polêmica recente após passar cinquenta anos escondido atrás de casarões e cortiços. Conheça a história deste e de outros dois arcos menos famosos da capital.

Arcos da Rua Veloso Guerra: relíquia escondida atrás das casas

Arcos da Rua Veloso Guerra: relíquia escondida atrás das casas (Alexandre Battibugli/Veja SP)

Arcos da Rua Veloso Guerra, na Bela Vista

Praticamente escondida atrás de quinze casas construídas a partir de 1930, a obra separa a via da rua dos Franceses. seus arcos, feitos de tijolos, foram erguidos na década de 20 e estão bem conservados. Não há dados oficiais no Conpresp. Mais alto do que o “primo famoso”, o muro possui cerca de 20 metros de altura e pelo menos quarenta arcos, distribuídos em trios sobrepostos, separados por colunas. Por cima há um segundo muro, mais novo, feito de concreto e para abrigar as garagens de um prédio.

Arcos enterrados na Avenida 23 de Maio

Arcos enterrados na Avenida 23 de Maio (Alexandre Battibugli/Veja SP)

Arcos enterrados na Avenida 23 de Maio

Localizada no sentido santana da movimentada via, logo após o Viaduto Beneficência Portuguesa, a parte desenterrada de um muro com arcos se assemelha a portas de túmulos. Fechada com os mesmos tijolos que ornamentam as colunas, a construção não tem data e possui alguns buracos, talvez feitos por curiosos em saber o que há do outro lado.

Arcos do Jânio: pintados de cinza na gestão de João Doria

Arcos do Jânio: pintados de cinza na gestão de João Doria (Leon Rodrigues/Veja SP)

Arcos do Jânio

Com 11 metros no ponto mais alto, a construção separa as ruas assembleia e Jandaia, perto da avenida 23 de Maio. a obra começou em 1908 e terminou cinco anos depois. A partir de 1930, a faixa de terreno à frente passou a ser ocupada por casarões, degradados ao longo dos anos. Em 1987, o então prefeito, Jânio Quadros, determinou a demolição das residências. Assim, os hoje famosos arcos foram redescobertos e entregues à cidade. Em 2015, Fernando Haddad liberou a pintura de grafites nos módulos. dois anos depois, João Doria alegou má conservação das obras e determinou sua pintura original, conforme tombamento, de 2002, definido pelo conselho do patrimônio municipal (Conpresp).

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  1. Diego Vargas

    “Desapercebido nega o verbo aperceber, o qual aparentemente ninguém usa no Brasil desde os tempos de Dom João VI. Esse verbo tem o sentido primeiro de prover, abastecer, fornecer e, portanto, desapercebido expressa desprovido, despojado de algo, desabastecido de alguma coisa ou sentimento.

    Despercebido nega o verbo perceber. É aquilo que não se viu, não se ouviu, não se notou, não se atentou, algo a que não foi dada atenção.”

    FONTE: Guia do Estudante, ou, revista da Abril que usa os verbos corretamente.