Clique e Assine a partir de R$ 8,90/mês

Dirigente do Sindicato dos Motoristas de Ônibus é investigado pela polícia

Acordo ilegal entre Francisco Xavier da Silva Filho, o Chiquinho, do SindMotoristas, e empresas de transportes teria como objetivo barrar greves

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 28 dez 2020, 11h29 - Publicado em 28 dez 2020, 11h24

Francisco Xavier da Silva Filho, o Chiquinho, secretário-geral do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (SindMotoristas) é investigado pela Polícia Civil sob a acusação de participar de um esquema de recebimento de propinas.

O caso, noticiado ontem (27) no Fantástico, consiste no repasse ilegal de valores de empresas de transporte público para Chiquinho, o presidente  em exercício do SindMotoristas, Valmir Santana da Paz (Sorriso), e outros dirigentes, a fim de que eles barrassem a deflagração de greves.

Uma lista encontrada pela polícia com o detalhamento das propinas recebidas mensalmente soma mais de 1 milhão de reais. Sob o guarda-chuva do SindMotoristas, estão cerca de 50 000 trabalhadores, que tiveram seus interesses e condições de trabalho prejudicados pela esquema de propina.

O patrimônio de Chiquinho, que consiste em dois apartamentos no litoral paulista, um apartamento de alto padrão no Tatuapé, além de uma casa em construção em Atibaia orçada em 2 milhões, também está sendo investigado.

Continua após a publicidade
Publicidade