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Senador é acusado de cometer estupro em flat no Itaim Bibi

Mulher relata que foi dopada em casa noturna e acordou com o parlamentar a penetrando sem o uso de preservativo; ele nega as acusações

Por Redação VEJA São Paulo 23 nov 2020, 17h44

Uma modelo de 22 anos acusou o senador Irajá Silvestre Filho (PSD-TO), 37, de estuprá-la no último final de semana. O caso foi registrado em um boletim de ocorrência no 4º DP de Pinheiros, na madrugada desta segunda-feira (23). Ele nega o crime e afirma que é vítima de um “episódio infame, maldoso e traiçoeiro”.

A mulher informou que conheceu o parlamentar em um almoço no Jockey Club de São Paulo, no domingo (22). Depois eles teriam ido para uma casa noturna, o Café de La Musique, que fica no Itaim Bibi, e teriam tomado bebidas alcoólicas. A modelo afirma que foi dopada e perdeu a consciência, acordando horas depois em um flat na Rua Campos Bicudo, também no Itaim, enquanto era estuprada.

Segundo a mulher, o senador teria a penetrado sem uso de preservativo. Em um primeiro momento, ela conta que não resistiu ao ato por medo e depois passou a pedir insistentemente para ir ao banheiro. No depoimento, ela afirma que quando conseguiu se desvencilhar do parlamentar foi ao banheiro, onde pediu ajuda para amigos por meio de seu celular.

Uma amiga da modelo acionou a Polícia Militar e foi para o quarto onde o senador estava com a mulher. Nesse momento a modelo teria saído do banheiro e agredido o senador “chutando-o” e “esmurrando-o”. As duas foram para a recepção para aguardar a chegada da viatura. Os policiais não encontraram o senador no quarto.

A modelo passou por exames de corpo-delito e exame toxicológico. Em nota à imprensa, o senador afirma que sempre pautou sua “vida profissional, pública e pessoal pela ética, respeito e retidão, sendo inimaginável ser acusado de algo dessa natureza”.

E segue: “Ressalto que compareci espontaneamente à delegacia responsável pela apuração dos fatos e pedi para ser submetido, voluntariamente, a exame de corpo de delito e toxicológico, tudo para desmistificar o quanto aleivosamente alegado. As filmagens, demais provas e testemunhas hão de repor a verdade no seu devido lugar e vir a declarar minha total e plena inocência”.

Leia abaixo a nota completa:

Foi com surpresa, decepção, tristeza e indignação que tomei conhecimento do episódio infame, maldoso e traiçoeiro envolvendo a minha vida e minha dignidade. 

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Eu sempre pautei minha vida profissional, pública e pessoal pela ética, respeito e retidão, sendo inimaginável ser acusado de algo dessa natureza.

O fato é que, como principal interessado na revelação ampla e total de toda essa farsa, solicitei que meu advogado, Daniel Bialski, reforçasse às autoridades responsáveis pela investigação do caso que requisitassem a realização de exame de corpo delito na acusadora para comprovar a verdade.

Ressalto que compareci espontaneamente à delegacia responsável pela apuração dos fatos e pedi para ser submetido, voluntariamente, a exame de corpo de delito e toxicológico, tudo para desmistificar o quanto aleivosamente alegado.

As filmagens, demais provas e testemunhas hão de repor a verdade no seu devido lugar e vir a declarar minha total e plena inocência. 

Confio na polícia e na Justiça e sei que ficará provado que jamais houve nada que possa tangenciar qualquer comportamento inapropriado de minha parte.

Lamento muito ter sido envolvido nesse enredo calunioso e difamatório que busca manchar o meu nome em função da visibilidade momentânea da função que ocupo.

Reitero que aguardarei a conclusão das investigações antes de fazer qualquer nova manifestação. Não pretendo ser atirado para essa arena sórdida. A verdade aparecerá e eu a aguardarei com serenidade.

Declaro e reitero que não cometi ilícito algum e estou à disposição das autoridades para quaisquer esclarecimentos que se fizerem necessários.

Senador Irajá.

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