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São Paulo tem falta de gás de cozinha e aumento de preços na quarentena

Abastecimento deve ser normalizado em até quatro dias, segundo o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo

Por Redação VEJA São Paulo - Atualizado em 1 Apr 2020, 16h37 - Publicado em 1 Apr 2020, 16h23

Nos últimos dias, moradores relataram dificuldades para encontrar gás de cozinha e aumento dos preços. No aplicativo Chama, usado para indicar distribuidoras na cidade, uma notificação afirma que, “devido à alta demanda, alguns revendedores estão sem estoque”. Em várias áreas da capital, as unidades estão fechadas e aguardam a reposição dos botijões. Pelo aplicativo, a última média de preço variava de R$ 80,00 a R$ 90,00. Antes do início da quarentena, costumava custar cerca de R$ 70,00.

São Paulo deve ser reabastecida em até quatro dias, segundo o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás). De acordo com a entidade, uma nova carga do produto, importado da Argentina, chegou nesta terça-feira (31) ao Porto de Santos e começará a ser engarrafado em botijões a partir de hoje (1º), em Mauá.

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A quantidade de gás importada da Argentina é suficiente para encher 1,6 milhão de botijões. O Sindigás voltou a pedir aos consumidores que evitem comprar mais do que o necessário, permitindo que pessoas que estão sem o produto consigam comprá-lo também.

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“O atraso (no abastecimento) é resultado do aumento da procura pelo produto devido à pandemia da Covid-19“, ressalta a Sindigás em nota. “Não houve redução no fluxo de entrega do produto considerando uma demanda normal. O que ocorreu foi uma leve antecipação de compras por consumidores preocupados com a pandemia e o isolamento social.”

Em comunicado, a distribuidora Ultragaz também afirma que “o isolamento social tem provocado uma mudança de comportamento nos consumidores para estocar gás, comprando um segundo botijão de reserva”. Segundo a empresa, seus revendedores receberam a orientação de manter a prática normal de preços, apesar da liberdade que têm de fixar seus próprios valores. “A Ultragaz enfatiza que não admite a prática de preços abusivos e vê como essenciais à garantia das boas práticas do mercado as ações de fiscalização que vêm sendo tomadas pelos organismos de controle, especialmente o Procon”, acrescenta.

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A Liquigás, distribuidora da Petrobras, declarou em nota que ainda que não há interrupção no fluxo da cadeia de abastecimento em nenhum estado brasileiro e que todas as unidades de distribuição estão operando para atender a demanda dos consumidores residenciais, comerciais e industriais.

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A distribuição de gás natural canalizado, comercializado por 12 empresas estaduais, não foi afetada pelo surto do novo coronavírus. Segundo a assessoria da Comgás, por exemplo, o fornecimento ocorre normalmente e não sofreu nenhuma interferência.

(Com informações da Agência Brasil)

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