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Santa Casa pode suspender atendimento na sexta (26)

Entidade precisa confirmar um empréstimo de 40 milhões de reais para conseguir pagar seus fornecedores

Por Veja São Paulo
Atualizado em 5 dez 2016, 13h41 - Publicado em 23 dez 2014, 12h48

Com dívida superior a 400 milhões de reais e novas ameaças de rescisão de contratos por parte de fornecedores, a Santa Casa de Misericórdia de São Paulo pode suspender o atendimento na próxima sexta (26), caso não consiga efetivar nos próximos dias um empréstimo de 40 milhões de reais com a Caixa Econômica Federal.

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A informação foi repassada a médicos da entidade durante reunião de representantes da categoria com o superintendente do hospital, Irineu Massaia, na segunda (22). O encontro teve a participação de oito funcionários que integram o movimento Santa Casa Viva, criado para pedir a renúncia do provedor da instituição, Kalil Rocha Abdalla.

De acordo com o médico José Gustavo Parreira, representante do movimento e um dos presentes na reunião, Massaia explicou que a entidade tenta viabilizar um empréstimo com a Caixa e precisa oferecer um imóvel de igual valor como garantia para obter o crédito.

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O trâmite, porém, precisa ser aprovado pela Mesa Administrativa da Santa Casa, o que teria de ocorrer nesta terça, quando o órgão se reúne de forma extraordinária para discutir o pedido de licença do provedor, anunciado no fim de semana.

“O superintendente disse que já tentou colocar isso em votação na mesa outras duas vezes, mas que não foi aprovado. A situação é muito mais grave do que imaginávamos. Se a alienação do imóvel não for aprovada, não é só o pronto-socorro que fecha, é o hospital inteiro, porque não vai haver dinheiro para itens essenciais, como oxigênio para os pacientes”, disse Parreira.

 

A situação da instituição se agravou ainda mais na segunda quando a empresa que presta serviço de lavanderia e os fornecedores de alimentação e combustível anunciaram que poderão parar por falta de pagamento.

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Mais de 1 100 funcionários da companhia que atuavam no hospital foram demitidos. Os cerca de 7 000 funcionários próprios da entidade sofrem com o atraso do pagamento de dezembro e do 13º salário.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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