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Sabesp registra alta no volume de reservatórios após chuvas

Sistema Cantareira registrou alta de 1,7 pontos percentuais desde o dia 1° de janeiro

Por Redação VEJA São Paulo - 9 jan 2018, 16h44

Em pouco mais de uma semana a cidade de São Paulo registrou mais de 89,3 milímetros de chuva – equivalente a 34% da média do mês de janeiro, que é 262 milímetros, segundo informou, nesta terça-feira (9), o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A medição ocorre no Mirante de Santana, na Zona Norte da capital.

O ligeiro aumento do nível de chuvas na capital ocorreu devido ao deslocamento de um corredor de umidade que alcançou São Paulo, segundo o meteorologista do Inmet Ernesto Alvim. Até hoje, a maior medida já registrada na cidade de São Paulo em janeiro foi de 494 milímetros em 2011 e a menor foi de 95 milímetros em 1964.

Os dados sobre o resto do estado devem ser concluídos nos próximos dias e divulgados, porém, os efeitos já podem ser vistos pelo aumento no nível de quatro reservatórios de água como foi registrado pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) desde o dia 1° de janeiro.

O Sistema Cantareira registrou alta de 1,7 pontos percentuais (41,6% a 43,3%) do dia 1º ao dia 9 de janeiro. Também sofreram altas, no mesmo período, os sistemas Alto Tietê (de 52,7% a 53,1%), Guarapiranga (de 60,1% a 62%), Alto Cotia (de 79,6% a 81,8%).

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Os que tiveram quedas, porém, foram o de Rio Grande (de 82,5% para 81,9%) e Rio Claro (de 73,5% para 72%).

De acordo com a Sabesp, as condições dos mananciais estão dentro do esperado para esta época do ano.

“Na região Sudeste do Brasil, o período chuvoso fica concentrado entre os meses de outubro e março, quando o volume das represas tende a subir gradativamente, especialmente de janeiro a março”, informou em nota.

Ainda de acordo com a companhia, o perfil de consumo da população também mudou após a crise hídrica e está abaixo do padrão de consumo anterior.

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Em 2017, no mesmo recorte, também quatro reservatórios tiveram alta: Alto Tietê (de 43,2% a 43,3%), Guarapiranga (72,1% a 72,4%), Alta Cotia (de 98,2% a 101,8%) e Rio Claro (de 82,3% para 85,8%). Já o Sistema Cantareira apresentou uma queda de 0,3 pontos percentuais (de 46,1% a 45,8%) e o Rio Grande uma queda de 0,9 pontos percentuais (de 88,2% a 87,3%).

 

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