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Quem é o adolescente do MBL que se envolveu em confusão com Boulos

Garoto de 15 anos agiu por iniciativa própria, sem conhecimento do MBL, infiltrando-se em grupos do PSOL

Por Redação VEJA São Paulo Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 27 Maio 2024, 21h30 - Publicado em 26 set 2022, 18h15

Na tarde de domingo (25), a Avenida Paulista foi tomada por uma confusão envolvendo o candidato a deputado federal por São Paulo Guilherme Boulos (PSOL) e um militante adolescente do MBL (Movimento Brasil Livre).

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Trata-se de um garoto de 15 anos, que, junto de seu pai, registrou um boletim de ocorrência contra Boulos por lesão corporal, acusando o candidato de tê-lo agredido com diversos socos no rosto e de incentivar seus apoiadores a fazerem o mesmo. O político negou a acusação e afirmou que o caso se trata de uma “tática de provocação da extrema-direita”.

O adolescente gravou um vídeo do momento em que se aproxima de Boulos e pergunta: “Você que defende a democracia, por que que defende democracias como Cuba?”. O político aparenta estar incomodado, mas não responde. Uma pessoa diz “sai daqui”, a câmera do celular é tapada e o garoto fala “o que é isso?”. Em outro vídeo, ele aparece sendo hostilizado por manifestantes na Avenida Paulista.

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De acordo com informações da Folha de S.Paulo, o garoto estava infiltrado em grupos do PSOL e enviava mensagens perguntando sobre o paradeiro do candidato a deputado federal. Nas mensagens, ele se passa por um apoiador do partido e manifesta interesse em comparecer a eventos.

O jovem confirmou a informação ao jornal e disse que o objetivo era questioná-lo politicamente, agindo por iniciativa própria, sem conhecimento do MBL. “Entrei nos grupos de apoio ao Boulos com objetivo de encontrar o mesmo e realizar o questionamento. Realizei essa investigação por iniciativa própria com o objetivo de expor a hipocrisia da esquerda, mas nunca com esse objetivo de causar confusão”, afirmou.

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De acordo com o relato de integrantes do PSOL, o garoto tinha interesse em conversar com Boulos pelo menos desde o fim de 2020.

“Fiz essa pergunta [sobre Cuba] pois acho um absurdo ele alegar ser um defensor da democracia e demonstrar o contrário. O próprio MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto), movimento defendido pelo Boulos, depreda o patrimônio público em suas manifestações. Indignado com isso, decidi por iniciativa própria questionar ele”, acrescentou.

Nas redes, Boulos falou sobre a notícia e ressaltou sua versão de que se trata de uma “armação premeditada pelo MBL, usando um menor de idade”.

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O caso está sendo investigado

A Polícia foi chamada para intervir na Avenida Paulista e, segundo o relato do candidato do PSOL, os agentes teriam tentado levá-lo à força para a delegacia, no que avaliou como uma tentativa de prisão ilegal – o Artigo 236 do Código Eleitoral brasileiro afirma que a prisão de candidatos a cargos eletivos é proibida nos 15 dias que antecedem as eleições.

Houve um impasse entre os membros de seu partido e os policiais, que teriam recorrido ao uso de gás de pimenta e violência física. Depois de 30 minutos no embate, dois advogados criminalistas intervieram na situação.

O caso foi parar na delegacia e será investigado pelo 78° Distrito Policial, nos Jardins (que está em reforma, usando provisoriamente o prédio da Consolação). Um advogado e três testemunhas negaram a acusação de agressão física por parte de Boulos. Ninguém foi preso. Foi requisitado um exame no Instituto Médico Legal (IML) para uma perícia das supostas lesões sofridas pelo adolescente.

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