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Juiz determina quebra de sigilo bancário do ex-vereador Marquito

A decisão, em razão de uma investigação sobre a prática de rachadinha na Câmara de São Paulo, inclui outras 45 pessoas

Por Redação VEJA São Paulo - Atualizado em 23 Jan 2020, 10h45 - Publicado em 22 Jan 2020, 19h49

O juiz Fabio Pando de Matos, do Departamento de Inquéritos Policiais, determinou a quebra de sigilo bancário do ex-vereador e animador de TV, Marco Antonio Ricciardello, o Marquito, conhecido por ser assistente do Programa do Ratinho. Além dele, outras 45 pessoas também entraram na decisão em razão de uma investigação sobre rachadinha em seu gabinete, na época em que foi vereador – assumiu em 2013 como suplente de Celso Jatene. A informação foi revelada pelo Estadão.

Em 2016, o político foi acusado de embolsar parte dos salários de seus funcionários, por meio de seu braço direito, Edson Roberto Pressi. Naquele período, Pressi era apresentado como advogado e chefe de gabinete de Marquito, apesar de não possuir registro na Ordem dos Advogados do Brasil e nem constar na lista de empregados da Câmara.

A denúncias foram feitas por três funcionários ao Ministério Público naquele ano. No esquema, segundo a denúncia à época, um assistente recrutado pelo valor líquido de 8 800 reais ficava apenas com 2 500 reais. A devolução dos valores era feita após saque no caixa de um banco localizado no subsolo da Câmara. Pressi aguardava em uma praça próxima e recolhia o montante.

Marquito começou a carreira artística na adolescência com apresentações em casas noturnas e circos. Passou a participar dos programas de Raul Gil e depois, como atração do apresentador Barros de Alencar. Ganhou mais notoriedade dentro do Programa do Ratinho. A reportagem tentou contato com o ex-vereador, mas não obteve resposta.

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