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Prefeitura contrata 220 sepultadores, aluga 20 rabecões e fará cemitério vertical

Dos 257 sepultadores que trabalham atualmente no serviço, 60% estão afastados por terem mais de 60 anos

Por Pedro Carvalho - Atualizado em 30 Mar 2020, 19h25 - Publicado em 30 Mar 2020, 16h20

A prefeitura de São Paulo contratou 220 novos sepultadores para os 22 cemitérios públicos da cidade, para prevenir uma sobrecarga no serviço por conta da Covid-19. Atualmente, o Serviço Funerário Municipal tem 257 funcionários na função, mas 60% deles estão afastados por terem mais de 60 anos, o que os coloca no grupo de risco para a doença.

Os primeiro sepultadores começam a trabalhar nesta segunda-feira (30). Eles terão um contrato de trabalho válido por 30 dias, que pode ser estendido. “Como existe um processo de privatização dos cemitério em curso, não se pode contratar servidores permanentes nesse momento”, diz Alexandre Modonezi, secretário de subprefeituras da cidade.

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A prefeitura também alugou 20 carros adaptados para carregar caixões, os populares “rabecões”. A atual frota tem 36 veículos. Do novo total de 56, dez rabecões serão destinados exclusivamente a vítimas da Covid-19 e terão higienização mais frequente.

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O plano para evitar uma sobrecarga do serviço funerário inclui, ainda, a construção de uma estrutura vertical no cemitério São Pedro, onde fica o crematório da Vila Alpina. O espaço terá 1.000 gavetas para acomodar os corpos. Ele deve começar a ser construído nos próximos dias e levará duas semanas para ficar pronto.

A prefeitura avalia, ainda, a possibilidade de parcerias com crematórios privados. O único crematório público de São Paulo, na Vila Alpina, já funciona 24 horas por dia durante os sete dias da semana. “Estamos conversando com crematórios de Embu das artes, Guarulhos e Itapecerica”, diz Modonezi.

No momento, segundo o secretário, a cidade ainda não registrou um aumento significativo de funerais por conta da Covid-19. “O número se mantém próximo de 250 enterros por dia, o que é o normal para esse período do ano”, ele explica.

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