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Polícia de SP prende em PE suspeito de ameaçar Felca

Homem teria feito as ameaças porque vende vídeos de vítimas de abusos virtuais

Por Redação VEJA São Paulo Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 25 ago 2025, 12h06 - Publicado em 25 ago 2025, 11h58
Youtuber Felca
Youtuber Felca (Instagram/Reprodução)
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A Polícia Civil de São Paulo da 3ª Delegacia de Crimes Cibernéticos, com apoio da Polícia Civil de Pernambuco, prendeu na manhã desta segunda-feira (25) um homem suspeito de ameaçar o youtuber Felipe Bressanim, mais conhecido como Felca.

A delegacia investiga o suspeito por crimes de ameaça, perseguição e associação criminosa praticados em ambiente virtual. Ele teve a prisão temporário decretada pela Justiça de São Paulo. Segundo a polícia, o homem vende vídeos e fotos das vítimas de estupro virtual. Por essas razões, ele teria ameaçado Felca.

De acordo com a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo), no momento da abordagem, ele estava acompanhado de outro indivíduo, que também foi conduzido à delegacia em flagrante  por invasão de dispositivo informático. Durante a ação, os policiais encontraram o computador em uso. As prisões ocorreram em Olinda.

Entenda o caso

Na semana passada, o  Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) determinou que o Google quebrasse o sigilo da conta do Gmail que enviou ameaças de morte a Felca. O youtuber ganhou visibilidade após denunciar sexualização de crianças e adolescentes on-line.

Em entrevista ao canal PodDelas, o criador de conteúdo contou que “anda de carro blindado e segurança” na capital paulista, onde mora, para se proteger de ataques.

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[Estou recebendo] muitas [ameaças], de assuntos delicados. A questão da adultização existe uma ameaça de processo. Provavelmente existe e a gente conta com isso, que vai existir alguns processos aí. Mas é o lado da verdade. Se ninguém fala, ninguém vai falar”.

Felca ainda contou sobre o processo de produção do vídeo, que durou cerca de um ano e contou com pesquisas e entrevista com psicóloga especializada em crianças. “Falamos sobre algoritmo no Brasil e como ele promove a pedofilia. Foi muito aversivo fazer esse vídeo, é terrível olhar essas cenas, dá vontade de chorar e vomitar”, completa.

Em 6 de agosto, Felca publicou um vídeo de 50 minutos em que faz denúncias sobre a sexualização e exposição de menores de idade na criação de conteúdos na internet.

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Um dos casos que se destacou nas redes sociais foi o do influenciador Hytalo Santos, 28, criador de um reality para adolescentes que envolve danças sensuais e festas com bebidas alcoólicas. Hytalo foi preso no dia 15, em Carapicuíba, na Grande São Paulo, durante uma operação conjunta que investiga crimes de tráfico humano e exploração sexual infantil em conteúdos voltados ao público infantojuvenil.

Hytalo foi detido juntamente com seu marido, Israel Nata Vicente. Ambos foram transferidos para a Paraíba.

O influenciador é investigado desde 2024 pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) — nas Promotorias de Bayeux e João Pessoa. 

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