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Pai acusa Shopping Higienópolis de racismo contra seu filho

Enio Squeff fez um relato sobre o caso em sua página no Facebook; em nota, shopping disse que "todos os frequentadores são sempre bem-vindos”

Por Ana Luiza Cardoso - Atualizado em 7 jun 2017, 13h46 - Publicado em 7 jun 2017, 12h16

O jornalista Enio Squeff acusou de racismo a administração do shopping Higienópolis, localizado na região nobre na cidade. Em um post publicado em seu perfil no Facebook na última segunda-feira (5), ele, que é branco, conta que tomava chá com o seu filho de 7 anos, negro, quando foi abordado por uma segurança perguntando se a criança o estava importunando (confira o depoimento completo abaixo).

“Eu questionei o porquê e ela disse que ‘mendigos são proibidos de entrar aqui’”, disse à reportagem de VEJA SÃO PAULO. Em nota, o shopping informou que “todos os frequentadores são sempre bem-vindos, sem qualquer distinção”.

Segundo Squeff, ele e o filho costumam frequentar o local e essa foi a primeira vez que passaram por essa situação. No momento da abordagem, a criança usava o agasalho do Colégio Sion, tradicional no bairro. Após a abordagem, a segurança pediu desculpas.

“Ela [a segurança] me pediu desculpas, disse que tem sangue negro, que tem muito orgulho e eu disse que ela estava agindo como capitão do mato, como racista”, conta. “Isso atenta contra os direitos de uma criança que é negra, eu disse a ela ‘você deve desculpa a você mesma’”.

Segundo o jornalista, a mulher contou que seguia ordens do shopping. “A direção do Shopping tinha lhe dado ordens de expulsar meninos negros do sagrado local de Higienópolis, era isso?”, escreveu ele na rede social.

Squeff disse que não fez queixa formal e contou que a administração chegou a falar com a sua namorada sobre o caso, mas não ligou novamente.

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Confira o relato completo do jornalista:

 

 

 

 

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