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Número de mortes de ciclistas no trânsito da capital cresce 64%

Dados divulgados pelo governo estadual indicam aumento entre 2018 e 2019

Por Redação VEJA São Paulo - 22 jan 2020, 19h17

O número de acidentes com mortes de ciclistas no trânsito paulistano cresceu 64% de 2018 para 2019. Segundo dados divulgados pelo Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito de São Paulo (Infosiga), do governo estadual, a capital registrou 36 casos em 2019 contra 22 em 2018.

O número, no entanto, é menor do que em 2017, quando foram contabilizadas 38 mortes. Mas é maior que 2015 e 2016, com 28 e 25 casos, respectivamente. Em 2019, 94,4% dos mortos foram homens e 27,7% das vítimas acabaram atingidas por carros. 75% morreram no hospital, contra 25% que faleceram na via.

Os óbitos no trânsito como um todo tiveram um decréscimo. Foram 874 casos em 2019 contra 888 em 2018. Procurada, a prefeitura afirmou que “diversas ações vêm sendo adotadas para aumentar a segurança de pedestres, ciclistas, condutores e os demais usuários do sistema viário na cidade de São Paulo”.

Citou medidas como o programa Vida Segura, campanha publicitária sobre segurança no trânsito, e o novo plano cicloviário, que prevê 173 quilômetros de novas conexões de ciclovias e ciclofaixas e 310 quilômetros de reformas nas estruturas existentes até dezembro deste ano.

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“A prefeitura, por meio da Secretaria Municipal e Transportes e a CET, mantém análise constante sobre os registros de acidentes na cidade para definir medidas para redução de ocorrências graves e mortes no trânsito. Os números divulgados pelo Infosiga, que têm metodologia diferente da utilizada pela CET, são mais uma contribuição para reforçar essa análise”, diz ainda o texto.

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