Motos premium ganham espaço no mercado
Vendas de modelos com motor acima de 500 cilindradas crescem 12% ao ano no país
Motos de grande porte estão se tornando cada vez mais comuns na capital. Com a chegada de novas marcas e os preços em queda, uma legião de paulistanos tem driblado o trânsito cavalgando em possantes máquinas. Cerca de 20.000 modelos premium, com motor acima de 500 cilindradas, foram emplacados aqui em 2011, de acordo com a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores, o que representa 40% do total do país. Segundo a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas e Ciclomotores, o segmento cresce 12% ao ano. O fenômeno chamou a atenção do mercado internacional: fábricas que atuavam por meio de representantes assumiram o controle das operações e passaram a montar os veículos no Brasil, o que resultou numa queda nos preços de até 30%.
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A última a desembarcar foi a inglesa Triumph, celebrizada no cinema em Fugindo do Inferno (1963), com Steve McQueen; Meu Nome é Coogan (1968), com Clint Eastwood; e A Força do Destino (1982) e Mr. Jones (1993), ambos com Richard Gere. A marca inaugurou uma loja na Avenida Juscelino Kubitschek neste mês e terá três modelos produzidos em Manaus — o mais barato é o clássico Bonneville T100, por 29 900 reais — e outros três importados, como a potente Rocket III Roadster, sua motocicleta mais cara, que sai por 69 900 reais. “Esperamos que, em três anos, o Brasil se torne um dos nossos cinco maiores compradores, ao lado de Estados Unidos, Inglaterra, França e Alemanha”, diz o gerente-geral da empresa no país, Marcelo Silva. A Triumph não é um caso isolado. Em outubro, o presidente mundial da Ducati, o italiano Gabriele Del Torchio, veio a São Paulo anunciar a montagem de suas motos em território nacional. “Temos o apoio entusiástico de muitos fãs brasileiros e queremos reafirmar a importância estratégica deste mercado”, declarou. O advogado paulista Carlos Henrique Ludman é um bom exemplo dessa devoção. Ele possui cinco exemplares da marca, incluindo uma Ducati MH900e, modelo que teve apenas 2 000 unidades produzidas na virada do milênio e comercializadas em duas horas pela internet. “A paixão é tanta que deixei a administração do escritório de advocacia para minha mulher e abri uma loja de motos de luxo”, conta Ludman. Outra italiana de renome, a sofisticada MV Agusta, de visual refinado, também passou a montar seus modelos em Manaus neste ano e viu seu faturamento aumentar exponencialmente. Se em 2011 apenas dez unidades haviam sido importadas no país, mais de 100 foram vendidas entre janeiro e outubro, um terço delas em São Paulo.
A BMW, por sua vez, ampliou as vendas no Brasil em cerca de 1.000% nos últimos cinco anos e deve manter em 2012 uma taxa de crescimento superior a 40%. “O mercado daqui vai superar o da Espanha e o da Inglaterra e ocupar o quinto lugar da empresa no mundo”, prevê o diretor-geral da divisão de motocicletas da BMW do Brasil, Rolf Epp. Para 2013, ele anuncia o início da montagem e das vendas no país da sueca Husqvarna, que pertence ao grupo alemão. A alta rotação no negócio motiva também a ação de novos investidores. Um dos maiores comerciantes do setor automotivo no país, atuando com diferentes montadoras de automóveis, o empresário Aba Lewkowicz pôs recentemente suas fichas nas motos de luxo. Aproveitando a mudança na política da Harley-Davidson, que passou a operar diretamente no país, ele criou a Aba Harley-Davidson, a maior concessionária da icônica marca americana na América Latina, ocupando uma área de mais de 3 000 metros quadrados na Barra Funda. “Já estamos preparando a inauguração de mais lojas no estado”, afirma. Enquanto a Yamaha se anima com um crescimento da ordem de 30% ao ano nesse segmento e com o sucesso de vendas da recém-lançada Super Ténéré 1200, seu maior rival, o gigante Honda, que abocanha a maior parte de nosso mercado, especialmente com as motocicletas de baixa cilindrada, ampliou o seu leque de produtos na faixa premium para onze modelos.
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