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Mostra marca comemoração dos cinquenta anos da revista EXAME

Jogos, imagens em 3D e outros recursos interativos abordam a evolução dos negócios no país nas últimas décadas

Por Tatiane de Assis 15 dez 2017, 06h00

Desde 1967 a Editora Abril publica quinzenalmente EXAME. Ninguém retratou tão bem as grandes transformações e temas econômicos do Brasil nas últimas décadas. Um olhar em retrospectiva pelas páginas da revista constata quanto o país melhorou ao superar problemas como a hiperinflação e as constantes mudanças de moeda (média de uma troca a cada sete anos no período).

A cobertura jornalística também abordou ao longo desse tempo os avanços obtidos e os enormes desafios que ainda restam em educação, energia, saneamento e transportes, entre outras áreas. Essa evolução nacional vista pela lupa da mais influente revista de negócios do Brasil virou tema de uma grande exposição interativa montada em comemoração dos cinquenta anos da publicação.

Batizada de Examinando o Brasil, a mostra terá início neste sábado (16), no 3º andar do Shopping JK Iguatemi. Fica em cartaz até 4 de fevereiro. O curador do projeto é Marcello Dantas, profissional que inaugurou a programação da Japan House, na Avenida Paulista, e foi responsável por exibições de sucesso, como ComCiência, no CCBB, em 2015.

Inflação: uma caixa registradora faz a conversão de moedas usadas nas últimas décadas Arquivo/Estadão Conteúdo

Com criatividade, ele transformou o “economês” em uma viagem lúdica capaz de surpreender visitantes de diferentes gerações, de crianças a idosos. Em 580 metros quadrados, catorze eixos fazem com que temas áridos, como demografia, câmbio e mobilidade, se tornem experiências divertidas.

Em um setor, por exemplo, uma caixa registradora propõe um teste aos visitantes: quem consegue converter cruzados e cruzeiros em reais? Ali por perto, o público pode pôr a mão na massa de uma pizza para visualizar como é a divisão do PIB por pessoa ou região.

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Plataforma de petróleo: dados sobre a evolução da exploração Alexandre Brum/Veja SP

Outro destaque consiste em partes desmontadas de veículos, como um Fusca e um caminhão, nas quais são projetados vídeos sobre mobilidade urbana. Há ainda barris de petróleo que apresentam o porcentual de autonomia energética com o passar dos anos e um painel com ventiladores que são acionados pela lanterna do celular para exibir projeções sobre fontes alternativas de energia.

“Criamos experiências com as quais as pessoas vão poder entender que tanto a política quanto a economia são um jogo, igual ao Banco Imobiliário”, diz Dantas.

Parque eólico: um painel sobre energia sustentável é ativado pela lanterna de celulares Dida Sampaio/Veja SP

O curador não está brincando quando faz essa comparação. No chão, há uma espécie de tabuleiro onde os participantes jogam os dados (virtuais, num tablet) para avançar pelas 42 casas.

Em cada uma eles puxam uma carta, que pode significar azar (“Há oitenta anos o Porto de Santos, o principal da América Latina, enfrenta a burocracia e a falta de investimentos na dragagem do seu leito. O prejuízo aos negócios é enorme! Volte para a estação anterior!”) ou sorte (“Os corredores exclusivos de ônibus se tornaram uma alternativa viável para melhorar a mobilidade urbana, um dos grandes problemas das metrópoles. No Brasil, há cerca de 750 quilômetros de corredores exclusivos de ônibus em 21 cidades, por onde circulam 10,6 milhões de passageiros por dia. Avance para a próxima estação!”).

O final do trajeto é um módulo dedicado à educação. Lá, os conteúdos vão da análise da Via Láctea às partes do corpo humano, tudo em 3D.

Trânsito: a mobilidade urbana está entre os temas de um jogo Eduardo Anizelli/Veja SP
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