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Portal da Mooca reúne fotos históricas e curiosidades sobre o bairro

Angelo Agarelli, de 73 anos, filho de um dos fundadores do Juventus, coleciona mais de 6 000 imagens

Por Sérgio Quintella - Atualizado em 14 ago 2020, 09h46 - Publicado em 14 ago 2020, 06h00

Já tentaram, mas até hoje nunca conseguiram fazer o administrador de empresas Angelo Agarelli, 73, publicar uma fotografia ou alguma curiosidade sobre outro bairro, nem que seja vizinho à Mooca, como Água Rasa, Tatuapé e Ipiranga. Proprietário do Portal da Mooca e de um acervo de 6 000 fotos, a maioria delas cedida por famílias tradicionais do pedaço, Agarelli não repete a mesma imagem no site antes de um ano. “Outro dia nos pediram para anunciar o desaparecimento de um cachorro na Vila Carrão. Fiquei com pena do animal e dos donos, mas aqui só falamos da Mooca”, comenta.

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Criado em 2000, o Portal da Mooca tem quase 78 000 seguidores nas redes sociais, mais do que a população do bairro, que é de 75 700 (dados do Censo de 2010). As imagens que mais repercutem são as antigas, como as do hipódromo, da Rua dos Trilhos (com os trilhos do trem) e, claro, as do Juventus.

Filho de um dos fundadores do clube, Agarelli ganhou do pai a carteirinha de sócio do Juventus antes de ser registrado no cartório. “Virei juventino antes de existir no papel”, costuma brincar o mooquense, casado e pai de duas filhas.

Colégio São Judas Tadeu

Fachada da escola, na Rua Clark, nos anos 1960, que continua preservada até hoje.

Avenida Paes de Barros

Acervo Portal da Mooca/Divulgação

Principal avenida do bairro, mas não a maior (a Rua da Mooca tem cinco quilômetros de extensão), a Paes de Barros da foto, nos anos 60, possuía dezenas de casarões. Naquela época não havia o atual corredor de ônibus, um dos primeiros da cidade, construído nos anos 80.

Trilhos da Rua dos Trilhos

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Estação de trem na rua dos Trilhos, em ramal exclusivo para o antigo Hipódromo da Mooca (ao fundo). Diferentemente do que muitos imaginam, os trilhos não eram de bondes, mas de trens. Acervo Portal da Mooca/Divulgação

Rua Javari, década de 30

Acervo Portal da Mooca/Divulgação

Inaugurado em 1925, o Estádio Conde Rodolfo Crespi possuía cercas de meio metro de altura, feitas de madeira, que separavam o público dos jogadores. Nas arquibancadas e nos espaços de passagens, cabiam 15 000 pessoas. Atualmente, a carga máxima do local é de 4 000 torcedores.

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O primeiro Jockey

Acervo Portal da Mooca/Divulgação

Fundado em 14 de março de 1875, o Jockey Club de São Paulo tinha como endereço a Rua Bresser, onde hoje está o parque que abriga a Subprefeitura da Mooca. O espaço perdeu relevância em 1941, quando o hipódromo mudou-se para a Cidade Jardim.

A construção do clube

Acervo Portal da Mooca/Divulgação

No início da década de 60, o Clube Atlético Juventus, presidido por Roberto Ugolini, ergue sua sede social de 80 000 metros quadrados na então Rua Juatindiba, hoje Rua Juventus.

Cotonifício Crespi

Acervo Portal da Mooca/Divulgação

A imagem, da década de 30, mostra uma das primeiras indústrias têxteis de São Paulo, fundada em 1897. A fábrica, na esquina das ruas Taquari e Javari, foi palco das mobilizações trabalhistas que culminaram na primeira greve geral do país, em 1917. Sete anos depois, o prédio foi alvo de bombardeios durante a Revolta Paulista de 1924. Em dezembro de 2019, a Vejinha revelou a existência de um túnel de 25 metros de comprimento, por 3 metros de largura, usado para transportar tecidos. A passagem permanece sob a Rua Taquari, mas seus dois acessos foram fechados.

Publicado em VEJA SÃO PAULO de 19 de agosto de 2020, edição nº 2700. 

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