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Márcio França declara neutralidade no segundo turno

Candidato derrotado, o ex-governador explicou porque não quis endossar Covas ou Boulos

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 20 nov 2020, 18h37 - Publicado em 20 nov 2020, 18h34

Márcio França (PSB) afirmou nesta sexta-feira (20), por meio das redes sociais, que não vai apoiar nenhum dos dois candidatos que disputam o segundo turno para a prefeitura de São Paulo. “Permaneceremos neutros na eleições do 2º turno”, escreveu o ex-governador do estado. Bruno Covas (PSDB) e Guilherme Boulos (PSOL) concorrem ao Executivo paulistano no próximo dia 29.

No texto, França diz que reconhece os “méritos importantes nos dois candidatos. Respeitamos! Porém, estamos certos que aqueles mais de 728 000 cidadãos, que pensaram como eu e que deram ao seu voto ao nosso projeto para dirigir a capital, não se encontram nas propostas e nos perfis dos candidatos pré-selecionados”.

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“Não faço o que não estou convencido, nem meus eleitores. Não aceito empurrões”. Apesar da posição do candidato, seu partido, o PSB, declarou apoio à candidatura de Guilherme Boulos. “Nós do PSB devemos apoiar todos os candidatos de esquerda que estão no segundo turno”, disse o presidente da sigla, Carlos Siqueira, após encontro na tarde desta sexta, para a CNN Brasil.

O encontro contou com a presença também de representantes do PT, PDT, Rede e PC do B, que declararam apoio ao candidato do PSOL. Boulos afirmou nas rede sociais que os partidos, junto com a coligação da candidatura (PSOL, PCB e UP), irão formar a “frente democrática por SP”.

França teve 13,64% dos votos no primeiro turno, sendo o terceiro mais votado na disputa. Pesquisa Ibope divulgada na quinta-feira (19) mostra Bruno Covas com 47% das intenções de voto contra 35% de Boulos.

Entre os candidatos derrotados do primeiro turno, Celso Russomanno declarou na última semana sua posição para o 2º turno das eleições: apoiou Bruno Covas. “O partido entende que a moderação e o equilíbrio são fundamentais para que a cidade possa avançar e que Bruno Covas é a pessoa mais preparada para isso”, disse em nota o Republicanos. O tucano também recebeu o endosso de Joice Hasselmann (PSL) e Andrea Matarazzo (PSD).

Outro derrotado do primeiro turno, Arthur do Val (Patriota) manteve neutralidade na reta final das eleições. “Boulos e Covas serão desastrosos. Já anunciei que serei oposição. Independente de quem ganhar, São Paulo perde!”, escreveu o deputado estadual, que superou o PT em número de votos e ficou na frente de Jilmar Tatto: ele teve 9,78% e o petista, 8,65%.

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