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Márcio França pede que Covas suspenda concessão do Ibirapuera

Em ofício enviado à prefeitura, governador disse que não foi consultado sobre os planos municipais

Por Sérgio Quintella Atualizado em 13 jul 2018, 18h34 - Publicado em 13 jul 2018, 16h42

O governador de São Paulo, Márcio França, filiado ao PSB, enviou ao prefeito Bruno Covas (PSDB) um ofício pedindo a suspensão do processo de concessão do Parque do Ibirapuera, uma das bandeiras de João Doria, que renunciou o mandato na cidade em março para concorrer ao Palácio dos Bandeirantes.

Segundo alega França, parte do terreno de 1,5 milhão de metros quadrados, como o local conhecido como Autorama, próximo à passarela Ciccillo Matarazzo, pertence ao estado e não deverá constar do plano municipal de desestatização.

Pelo Facebook, o governador afirmou que não foi comunicado dos planos de concessão. “Não podemos privar a população de aproveitar esse espaço gratuito de lazer e cultura e poluir o ambiente verde com placas de marcas e fast-foods. O governo do estado está à disposição da prefeitura para ajudar financeiramente na manutenção do parque”.

Reprodução/Facebook/Veja SP

Caso não ocorra, a concessão do Ibirapuera pode esfriar de vez o projeto de destinar à iniciativa privada a gestão dos parques da cidade, pois o primeiro “combo”, formado pela área em disputa  mais cinco espaços menores, serviria como “termômetro” para que novos grupos de locais mais atraentes (em geral os maiores e mais bem localizados) e de menor interesse (os da periferia) fossem oferecidos ao mercado na sequência.

Divulgação/Veja SP

Após a publicação da reportagem, o prefeito Bruno Covas disse que “é uma pena que ele (Márcio França) tenha tomado a decisão. Isso foi combinado lá atrás. Nós vamos excluir do projeto essas áreas estaduais, que gerariam uma receita anual de 5 milhões de reais para o concessionário”, afirmou o prefeito, se referindo ao ponto utilizado como estacionamento.

Para compensar a perda de receita, a prefeitura vai excluir do “combo” quatro dos cinco parques que seriam mantidos pela iniciativa privada. “Essa decisão do governador vai prejudicar a população de Pirituba e do Campo Limpo”, completou.

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