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Manifestantes fecham a Avenida Paulista

Às 15h30, CET registrava apenas 2 quilômetros de lentidão na cidade

Por Redação Veja São Paulo 11 jul 2013, 10h31 | Atualizado em 5 dez 2016, 15h49

Cerca de sete mil manifestantes, de acordo com a Polícia Militar, fecharam a Avenida Paulista nos dois sentidos às 14 horas desta quinta-feira (12). O encontro dos grupos no vão do Masp foi promovido pela Central Única dos Trabalhadores e pela Força Sindical para o Dia Nacional de Lutas. Os protestos começaram por volta das 6h30 e fecharam principalmente as rodovias do estado.

Na capital, o dia foi atípico pela falta de trânsito. Por volta das 15 horas, o grupo começou a descer a Rua da Consolação, em direção à Praça Ramos. Na altura da Praça Roosevelt, as duas pistas foram fechadas por 20 minutos para depois uma pista ser liberada.

Às 15h30, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) registrava apenas 2 quilômetros de lentidão, cerca 0,2% das vias monitoradas.

Pela manhã, além do pouco trânsito, estações de trem e metrô também ficaram vazias. A faxineira Sirleide Sampaio, por exemplo, sempre viaja na direção contrária uma ou duas estações para conseguir pegar o trem mais vazio. Nesta quinta-feira, porém, embarcou sem problemas no Grajaú. “Quando o trem parou na Santo Amaro, eu nem acreditei. Sempre entra muita gente e hoje não tinha ninguém. Parecia feriado.”

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Protestos

O Dia Nacional de Lutas foi convocado por uma série de movimentos sindicais. O ato tem entre as requisições a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais e o fim do fator previdenciário.

Após uma assembleia realizada na noite desta quarta (10), o Sindicato dos Metroviários informou que não realizaria greve nos metrôs da cidade, como havia previsto pela manhã. O governo de São Paulo conseguiu uma liminar junto ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT) que exige o funcionamento de 100% da frota do metrô nos horários de pico, sob pena de multa de 100 mil reais por dia em caso de descumprimento do acordo.

Trabalhadores ligados ao Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo participaram de uma assembleia na noite de quarta e decidiram não realizar a paralisação dos ônibus, assim como o Sindicato dos Ferroviários, que afirmou em nota que irá trabalhar para manter a circulação de trens normal. Os terminais rodoviários de São Paulo irão funcionar sem problemas, assim como os terminais urbanos administrados pela SPTrans.

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Segundo a Polícia Militar, houve uma reunião com os organizadores dos atos para definirem o trajeto durante a manifestação. A PM informou que haverá aumento do efetivo da corporação nas ruas desde o início da madrugada. Ao todo, a polícia acompanhou 35 pontos de mobilizações sindicais.

Responsável pela organização das recentes manifestações que chegaram a reunir mais de 100 mil pessoas nas ruas da cidade, o Movimento Passe Livre (MPL) divulgou nota afirmando que apoia o Dia Nacional de Lutas. “Damos nosso total apoio a essa mobilização porque só com a união dos usuários e trabalhadores poderemos transformar o sistema de transporte!”.

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