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Livro de fotografias retrata as áreas verdes de São Paulo

A obra apresenta detalhes sobre a história dos parques e seus elementos

Por 28 jun 2019, 06h00 | Atualizado em 5 set 2025, 10h23
PARQUE JARDIM PRAINHA
Parque Jardim Prainha: próximo da Represa Billings (André Bueno/Divulgação)
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Confira trechos de um recém-lançado livro com ensaios fotográficos realizados em treze áreas verdes da capital, sejam elas apenas cobertas por gramados e árvores, sejam equipadas com quadras e pistas

LINEAR CANTINHO DO CÉU

Situado às margens da Represa Billings, na Zona Sul, foi projetado para favorecer a preservação de mananciais. Faz parte do Complexo Cantinho do Céu, programa de urbanização que atende mais de 10 000 famílias e está sendo implantado por fases. Por enquanto, foram inaugurados 105 000 metros quadrados. A vegetação é caracterizada por gramados, jardins, arborização esparsa, bosques heterogêneos, campo de várzea e brejo, além de vegetação aquática. Área planejada: 513 825 metros quadrados. Endereço: acesso pelas ruas Pedro Escobar, Rubens de Oliveira e das Andorinhas Brasileiras, Grajaú. Inauguração: 2012.

Jardim da Luz
Tombado pelo Condephaat, o parque foi inaugurado em 1825 (TATEWAKI NIO/Divulgação)

JARDIM DA LUZ

Parque público mais antigo da cidade, foi tombado pelo Condephaat em 1981. Localizado em frente à Estação da Luz, abriga em seu terreno a Pinacoteca do Estado, inaugurada em 1905 . Alguns elementos ainda são os mesmos da época da abertura: o coreto, os espelhos-d’água, a gruta e o aquário subterrâneo. Tem jardins com espécies de diversas regiões do Brasil e é um importante ponto para descanso e reprodução de aves florestais. Área: 113 400 metros quadrados. Endereço: Praça da Luz, s/nº, Bom Retiro. Inauguração: 1825.

PARQUE DO CARMO
Conhecido pela Festa das Cerejeiras, o parque tem 1 500 000 metros quadrados (André Bueno/Divulgação)

PARQUE DO CARMO

Preservou parte da antiga fazenda do empresário Oscar Americano de Caldas Filho. Segundo parque mais frequentado da cidade, chega a receber 10 000 pessoas nos fins de semana. Entre eucaliptos e um cafezal, sobrevivem nove espécies ameaçadas, como o pau-brasil. O local também abriga répteis, mamíferos e diversas aves. Por haver nele um bosque de cerejeiras-de-okinawa, realiza-se ali, há 35 anos, a Festa das Cerejeiras, símbolo da comunidade japonesa da região. Área: 1 500 000 metros quadrados. Endereço: Avenida Afonso de Sampaio e Sousa, 951, Itaquera. Inauguração: 1976.

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PARQUE JARDIM PRAINHA
Parque Jardim Prainha: próximo da Represa Billings (André Bueno/Divulgação)

PARQUE JARDIM PRAINHA

Criado para proteger os mananciais próximos à Represa Billings, tem equipamentos de lazer importantes. Conta com duas áreas de convivência, playground e trilhas. Entre a vegetação, há diversas espécies de árvore remanescentes da Mata Atlântica, o que determina que, mais que local de encontro e lazer, o parque seja um relevante espaço regional de preservação ambiental. Área: 92 092 metros quadrados. Endereço: Rua Mafranz, 100, Jardim Prainha, Grajaú. Inauguração: 2008.

PARQUE DA ACLIMAÇÃO
Tombado pelo Condephaat em 1986: Parque da Aclimação (TATEWAKI NIO/Divulgação)

PARQUE DA ACLIMAÇÃO

No fim do século XIX, o médico Carlos José Botelho adquiriu o Sítio Tapanhoim para recriar aqui o Jardin d’Acclimatation de Paris. Nos anos 30, um loteamento reduziu seu tamanho original. Em 1939, o local foi comprado pelo prefeito Prestes Maia. Tombado pelo Condephaat em 1986, abriga um lago de 70 000 metros cúbicos e a Biblioteca Temática em Meio Ambiente Raul Bopp. Oferece atividades gratuitas como tai chi chuan. Área: 112 000 metros quadrados. Endereço: Rua Muniz de Souza, 1119, Aclimação. Inauguração: 1939.

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PARQUE VILA PRUDENTE
Antigamente cortado por um rio, hoje canalizado, o parque possui 60 000 metros quadrados (MARTIM PASSOS/Divulgação)

PARQUE VILA PRUDENTE

Atende região de origem industrial, com densidade demográfica alta. O terreno era cortado pelo Córrego da Mooca, afluente do Tamanduateí, atualmente canalizado; hoje seu solo permeável auxilia a drenagem urbana. A vegetação tem gramados e jardins, abrangendo 53 espécies, entre elas o pinheiro-do-paraná, ameaçado de extinção. Área: 60 000 metros quadrados. Endereço: Rua João Pedro Lecor, s/nº, Vila Prudente. Inauguração: 1996.

PARQUE VILA GUILHERME/DO TROTE
Integrou a Sociedade do Trote, que inclui pistas de corrida e outros elementos (MARTIM PASSOS/Divulgação)

PARQUE VILA GUILHERME/DO TROTE

Ocupou grande parte da área do antigo Club Hypico, de 1937, desde 1947 propriedade da Sociedade Paulista de Trote. Durante os anos 50 e 60, o local era intensamente utilizado para lazer pelos moradores do bairro; com o decréscimo da frequência, nas décadas seguintes, iniciou-se um movimento pela desapropriação do terreno para adaptação como parque público, o que ocorreu em 1986. Em 2005, integrou-se a parte remanescente da Sociedade do Trote, que inclui pistas de corrida, sede social, arquibancadas e outros elementos. O conjunto foi tombado como patrimônio histórico da cidade em 2012. Área: 120 000 metros quadrados. Endereço: Rua Nadir Dias Figueiredo, s/nº, portaria 1, Vila Guilherme. Inauguração: 2006.

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PARQUE CIDADE DE TORONTO
Resultado do programa de intercâmbio entre as prefeituras de São Paulo e de Toronto (Canadá) (TATEWAKI NIO/Divulgação)

PARQUE CIDADE DE TORONTO

Nos anos 90, um programa de intercâmbio entre as prefeituras de São Paulo e de Toronto (Canadá) resultou nesse local junto à Rodovia dos Bandeirantes, que atende a região de Pirituba. Integrado ao bairro-jardim City América, foi construído em um terreno alagadiço, o que favoreceu o desenvolvimento de animais e vegetais bastante específicos. Tem ainda espécies típicas da Mata Atlântica e da flora canadense. Área: 109 100 metros quadrados. Endereço: Avenida Cardeal Motta, 84, Pirituba. Inauguração: 1992.

PARQUES URBANOS DE SÃO PAULO.
(Divulgação/Divulgação)

PARQUES URBANOS DE SÃO PAULO. Fotografia: André Bueno e Tatewaki Nio. Curadoria: Thyago Nogueira. Realização: Beı Editora e Arq. Futuro. Número de páginas: 261. Preço: 75 reais

Publicado em VEJA SÃO PAULO de 03 de julho de 2019, edição nº 2641.

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