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“Galinha Pintadinha, o Musical” comprova o sucesso da personagem

Falta, entretanto, criatividade ao espetáculo. E o ingresso de 70 reais só vale se a criança for muito fã

Por Tatiane Rosset Atualizado em 5 dez 2016, 17h01 - Publicado em 21 jul 2012, 00h51

Criada em 2006 pelos publicitários de Campinas Juliano Prado e Marcos Luporini, a Galinha Pintadinha tornou-se uma febre na internet. Protagonista dos vídeos de animação repletos de cores e embalados por canções infantis tradicionais, ela arrebatou a garotada e já contabiliza mais de 400 milhões de acessos no Youtube.

Três DVDs e produtos de todos os tipos lançados no mercado, a exemplo de bichos de pelúcia e álbum de figurinhas, refletem o êxito da personagem. Depois de fazer (muito) sucesso no Rio de Janeiro, “Galinha Pintadinha, o Musical” estreia por aqui. O ingresso é caro, custa 70 reais, e o investimento só se mostra válido se as crianças forem realmente fãs.

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Com direção de Ernesto Picollo e roteiro dos dois criadores, a montagem traz um fraco fio narrativo ao contar como uma mãe (Daniely Stenzel) e seus dois filhos (papéis de Diego Fecini e Anna Beatriz Jordão em revezamento com Iris Nascimento e Nicolas Cruz) se perdem e acabam entrando no mundo mágico da ave azul.

Entre uma aventura e outra, eles se juntam aos famosos personagens para ajudar a interpretar treze animadas músicas, como as clássicas “Pintinho Amarelinho” e “Atirei o Pau no Gato”. Vera Fuzano lidera a cantoria ao vivo.

Apesar de hipnotizar a plateia — sobretudo as crianças menores — com o visual colorido e o ritmo acelerado, o espetáculo esbarra na falta de criatividade ao repetir numa tela no fundo do palco as mesmas cenas já vistas nos DVDs. Decepcionam ainda as irregulares atuações do elenco.

AVALIAÇÃO ✪✪

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