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Funcionária da USP assume culpa em morte de estudante

Filipe Varea Leme era estudante de geografia e morreu asfixiado ao tentar transportar um armário

Por Redação VEJA São Paulo 12 out 2020, 11h39

Uma funcionária da Universidade de São Paulo assumiu a culpa pela morte do estudante Filipe Varea Leme, de 21 anos, no ano passado na Escola Politécnica. De acordo com informações do UOL, a funcionária era supervisora do rapaz e assinou um acordo com a Justiça. Ela admitiu negligência e deve prestar serviços comunitários durante oito meses como pena.

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Filipe era aluno de geografia e trabalhava como monitor na sala de informática na Poli. Ele foi encontrado morto em um elevador na tarde do dia 30 de abril do ano passado. O rapaz transportava, a pedido da funcionária, um armário em um elevador quando a mobília se movimentou e pressionou seu pescoço. Um laudo do Instituto de Criminalística indicou a morte por asfixia e por constrição cervical.

Após inquérito policial, a promotoria entendeu que houve negligência da supervisora que resultou no homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Com a nova regra do “pacote anti-crime”, o Ministério Público pode propor ao investigado por um crime de pena inferior a quatro anos e sem violência ou grave ameaça que confesse o delito para não levar ao caso para a Justiça. No acordo, a funcionária se compromete a prestar os serviços comunitários em local a ser indicado pelo juiz.

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