Flagrantes da metrópole: Masao Goto Filho divide seu olhar sobre São Paulo
Confira as imagens de Masao Goto Filho, um dos oito ensaios sobre São Paulo em comemoração ao aniversário da cidade

Neste sábado (25), São Paulo celebra 471 anos de história. E esta edição especial comemorativa do seu aniversário tem para a Vejinha um colorido especial. Em 2025, a revista comemora 40 anos, desde a publicação de sua primeira edição, em 9 de setembro de 1985.
Para conjugar tudo numa só celebração, convidamos oito fotógrafos, paulistanos ou forasteiros que escolherem aqui viver, para oferecem aos leitores pequenos ensaios que traduzissem sua visão pessoal sobre esta cidade, tão cheia de contrastes, diversa na paisagem, no povo e na arquitetura. Um prato cheio para o olhar sensível destes profissionais.
Cada um enviou cinco imagens muito particulares, quarenta ângulos da cidade que, juntos, revelam uma metrópole de muitas possibilidades. Confira abaixo os cliques do fotógrafo carioca Masao Goto Filho.

Forasteiro carioca, Masao Goto Filho vive em São Paulo há 37 anos, mais tempo do que os 26 que passou na cidade maravilhosa. Apesar de já escolado na terra da garoa, ele diz que não se tornou um paulistano, ainda se vê mais como “um carioca intruso na cidade”. Bobagem, em se tratando de alguém já tão ambientado nos desvarios da Pauliceia.
Assim que aterrissou por aqui, em 1988, para integrar a equipe da Folha de S.Paulo, movido pela curiosidade juvenil e pelo tino de fotógrafo, tratou de esquadrinhar o centro e explorar seus encantos, como o churrasco grego da Avenida São João, seu almoço regular na época. “Me libertei do combo de sanduíche de carne mista com direito a dois copos de suco, mas o centro ainda é muito minha área.
Na verdade, os pontos onde a cidade se agita. Pode ser na Praça do Patriarca, na Consolação ou na Paulista.” Os indivíduos e as histórias que carregam são para Masao seu principal objeto de pesquisa na fotografia. “Gosto de ir aonde as pessoas se encontram e se aglomeram. Tenho poucas ideias para fotos que não tenham pessoas.”
Apesar de iniciar sua vida profissional no Rio de Janeiro, e de São Paulo ter sido um desvio ocasional em sua vida, foi aqui que se formou profissionalmente. “Por colegas e chefes, como Luiz Caversan e Hélio Campos Mello”, diz Masao, um profundo admirador da obra do fotógrafo B. J. Duarte (1910-1995). “Seu trabalho é impressionante. Belo, cuidadoso e de muito fôlego, tudo que a cidade exige.”




Publicado em VEJA São Paulo de 24 de janeiro de 2025, edição n° 2928