Ele oferece cursos gratuitos a pessoas com deficiência

O empresário Antonio Veiga comanda o Projeto Adote um Cidadão

Em 1999, o empresário Antonio Veiga mantinha uma rede de seis escolas de informática em São Bernardo do Campo quando disponibilizou uma bolsa de estudos a um cadeirante. Surpreso com o impacto positivo de seu gesto na vida do rapaz, resolveu criar o Projeto Adote um Cidadão, que oferece cursos profissionalizantes a pessoas com deficiência, de modo a capacitá-las para o mercado de trabalho.

Direcionada no começo apenas a quem tinha problemas físicos, a iniciativa rapidamente se estendeu a outros perfis de aluno. “Já recebi gente sem as mãos, que digitava no teclado com os pés”, diz. São ministradas aulas de secretariado, técnica de vendas, conhecimento básico de informática, entre outras.

Cada inscrito ganha uma apostila e tem um computador à disposição. Em quase vinte anos de existência, a entidade atendeu cerca de 4 000 pessoas. Uma delas foi o deficiente visual Delcimar Neto, que entrou no curso em 2007, aos 40 anos, para aprender informática e, pouco depois, conseguiu um emprego na área de investimento do banco Bradesco.

“É gratificante ver a alegria de quem conhece o mar”, diz Antonio Veiga (à esq.),
ao lado de Adriano Pereira

“É gratificante ver a alegria de quem conhece o mar”, diz Antonio Veiga (à esq.),<br / (Davi Ribeiro/Veja SP)

O projeto custa 5 000 reais por mês, divididos entre o pagamento do salário de dois professores e o aluguel da sede. Esses gastos são bancados pelo próprio criador do programa, que hoje atua no ramo de construção civil.

O Adote um Cidadão tem ainda outro braço, mais lúdico. A ideia nasceu em 2012, quando um dos alunos, Renato Hamano, torcedor do Corinthians, pediu para visitar a sede da organizada Gaviões da Fiel, no Bom Retiro. O passeio foi um sucesso, e ali se vislumbrou a Karitato, destinada a realizar os sonhos dos estudantes.

Entre outros pedidos atendidos estão o de conhecer pontos turísticos da capital e o de aprender a surfar, como ocorreu em 26 de novembro, na Praia das Pitangueiras, no Guarujá, com o jovem Adriano Pereira, que estuda informática. “É gratificante ver a alegria nos olhos de quem encontra o mar pela primeira vez”, diz Veiga.

Ele sonha em transformar o projeto em uma franquia para ser replicada em outros cantos do país. “Hoje tenho uma riqueza que nenhum emprego ou fortuna poderia me proporcionar”, completa.

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