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Emoção Art.ficial chega à sexta e última edição no Itaú Cultural

Focada em tecnologia, bienal é acessível até mesmo para quem tem pouca afinidade com o tema

Por Adriano Conter - Atualizado em 5 dez 2016, 17h09 - Publicado em 26 Maio 2012, 00h50

Após dez anos, a mostra Emoção Art.ficial 6.0 é a última edição da série bienal de exposições. O encerramento aponta para uma mudança de trajetória no Itaú Cultural. Dedicado à união da arte com as novas mídias, o projeto deixa de existir para que a linguagem seja explorada em futuras exibições mais abrangentes de artistas contemporâneos. Segundo Marcos Cuzziol, gerente do núcleo organizador Itaulab, a data de término estava prevista desde a sua inauguração. As montagens serviram como experiência no trato com esse tipo de obra, que faz o uso de computadores e processadores e proporciona uma interação com o público completamente distinta daquela provocada por uma produção tradicional, a exemplo de pintura, escultura e até mesmo vídeo, já considerado um clássico pela curadoria.

+ Dez exposições que não dá para perder

Estão reunidas dez peças de nomes nacionais e estrangeiros, com destaque para “Mimetic Starfish”, do inglês Richard Brow. Nela, uma estrela-do-mar virtual projetada no chão reage aos estímulos de quem a toca, como se estivesse viva. Já o húngaro-canadense George Legardy traz ao Brasil “Slice”, uma cena repetidamente cortada ao meio e reorganizada por um computador a ponto de atingir a abstração. O americano Jim Campbell participou do primeiro evento, em 2002, e agora apresenta “Exploded View (Commuters)”, composta de mais de 1.000 luzes de LED brancas penduradas em alturas e distâncias diferentes, formando uma tela de baixa resolução. O trabalho propõe uma reflexão sobre a quantidade de informação necessária para compreender uma imagem. Mesmo que pareça complexa, a seleção revela uma grande preocupação com a beleza e com o lúdico. É acessível a crianças e a pessoas sem afinidade com a tecnologia.

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