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Doria apresenta mudanças no pagamento do serviço de ônibus

Proposta do prefeito é deixar de pagar empresas de transporte com base no número de passageiros para considerar qualidade e quantidade de veículos

Por Redação VEJA São Paulo 2 jun 2017, 15h44

A gestão João Doria apresentou na quinta-feira (1º) proposta que retoma um sistema de pagamento dos serviços de ônibus extinto no início dos anos 2000. A ideia é voltar a pagar as empresas de transporte de acordo com os custos gerais da companhia – como folhas de pagamento, manutenção e combustível – e não mais com base na quantidade de passageiros, como é feito atualmente.

  • Atualmente, a tarifa paga pelos passageiros é responsável por 65% do faturamento das empresas de ônibus. Os outros 35% são repassados pela prefeitura como subsídios aos custos.

    Para evitar que o serviço perca a competitividade – já que, nesse caso, não haveria mais necessidade de atrair clientes – a proposta sugere a adoção de critérios de controle de qualidade, que incluem ar-condicionado e internet sem fio nos veículos, por exemplo.

    A ideia agradou sindicatos e empresas de ônibus, que passam a ter que cumprir determinados padrões, mas não ficam reféns da quantidade de passageiros que usam o sistema.

    Mudanças

    A gestão defende que a mudança pode aumentar a oferta de ônibus nas periferias. Isso porque, segundo a prefeitura, a oferta nessas regiões é menor, já que as companhias preferem disputar passageiros nas áreas centrais da cidade.

    Segundo a prefeitura, as integrações gratuitas do atual modelo de pagamento prejudicam os cofres públicos e dificultam o pagamento das empresas por número de passageiros no final do mês. Atualmente, a integração com trilhos representa 37% do faturamento das empresas de ônibus, segundo levantamento da SPTrans feito no terceiro trimestre de 2016.

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