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Doria reduz férias de julho a quinze dias em escolas estaduais

Segundo o secretário da Educação, Rossieli Soares, a mudança tem como objetivo a melhoria do processo de aprendizagem

Por Estadão Conteúdo Atualizado em 26 abr 2019, 14h52 - Publicado em 26 abr 2019, 14h51

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou nesta sexta feira, 26, que as escolas da rede estadual terão quatro períodos de férias escolares, com redução do recesso no mês de julho. Em vez de um mês de férias no meio do ano, professores e alunos contarão, a partir de 2020, com apenas quinze dias de descanso no período.

Os outros quinze dias serão distribuídos da seguinte forma: uma semana em abril e outra em outubro. O governo não detalhou em quais semanas desses meses ocorrerão os recessos.

Segundo o secretário da Educação de São Paulo, Rossieli Soares, a mudança tem como objetivo a melhoria do processo de aprendizagem. “Estudos mostram que períodos muito longos fora da escola atrapalham a aprendizagem, porque a criança demora a voltar no ritmo”, afirmou.

O secretário disse esperar que o esquema seja adotado também pelos 645 municípios do estado, já que a integração dos calendários é importante para a administração direta, transporte e merenda, que muitas vezes são feitos em pareceria nas redes estaduais e municipais. Para ele, a integração também ajuda professores que atuam em redes diferentes e pais que têm filhos em diferentes escolas.

O governador apresentou uma justificativa econômica para a mudança. Segundo Doria, os períodos extras de férias podem estimular o turismo. Um estudo feito pela secretaria de Turismo teria apontado um impacto econômico de 5 bilhões de reais para os municípios nos próximos três anos com a mudança. Eles estimam que 12 milhões de pessoas, entre alunos, professores e seus familiares, possam viajar nesses períodos de férias.

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