Avatar do usuário logado
Usuário

Sete saraus para festejar o Dia Nacional da Poesia

Encontros descontraídos chegam a reunir centenas de pessoas. Veja aonde levar seus poemas

Por Camila Taira
13 mar 2012, 20h26 • Atualizado em 5 set 2025, 16h36
  • Março é o mês dos poemas. Por aqui, o gênero lírico é festejado em duas datas: nacionalmente, hoje (14), em razão do nascimento do escritor baiano Castro Alves, e na próxima quarta (21), mundialmente, em data promulgada pela UNESCO.

    + Dia da Poesia é celebrado com homenagem a Drummond

    + ONGs se associam a espetáculos em apresentações para captar recursos

    + As melhores peças em cartaz na cidade

    Seja escrita, falada, cantada ou teatralizada, a poesia passa por um momento de democratização em São Paulo. “Costumo dizer que o gênero está mudando de mão. Está saindo da elite para se espalhar para uma população maior”, analisa Frederico Barbosa, diretor da Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura, um dos endereços da cidade em que é possível participar de saraus e oficinas de criação literária.

    De acordo com Barbosa, existem mais de 60 saraus paulistanos. A prática não é nova. Já no final do século 19, representantes da elite de São Paulo se reuniam em casarões para declamar seus versos.

    Continua após a publicidade

    “A poesia é algo muito significativo da cultura paulistana”, considera Ricardo Karman, diretor de teatro e poeta amador, que organiza o “Noites na Taverna”, no Teatro do Centro da Terra. Toda última quarta-feira do mês, Karman veste uma casaca de capitão e entra em cena com uma bengala para comandar o sarau que, além de poesia, tem música ao vivo e vinho. O espaço, que aproveita o cenário da peça infantil O Ilha do Tesouro, tem capacidade para 40 pessoas.

    Alguns saraus chegam a atrair cerca de 200 pessoas, como é o caso do promovido pela Cooperifa, no Bar do Zé Batidão, na Zona Sul. Wilson Jasa, presidente do Sarau da Casa do Poeta “Lampião de Gás”, diz acreditar que o sucesso se deve ao “espírito poético” das pessoas. “Isso não morre.”

    Veja onde rimar amor com dor em sete saraus bem frequentados:


    ■ Noites na Taverna – Sarau do Centro da Terra

    Continua após a publicidade

    Tem clima intimista, com luz baixa, que lembra um bar das antigas. Toda vez que alguém sente o impulso de declamar, toca um sino. No encerramento, um dos participantes lê um poema improvisado com trechos de tudo o que rolou do encontro, apelidado de “sarata” (a ata do sarau).


    ■ Saraokê

    Em vez de cantar, o participante recita um poema ao som de uma música tocada ao vivo. Improvisações são sempre bem-vindas.


    ■ Cabaret Revoltaire

    Continua após a publicidade

    Trata-se de um sarau dentro de uma balada cultural, que reúne pintura, teatro e outras manifestações culturais. O projeto, criado pelos poetas Isadora Krieger e Daniel Inchoni, em junho de 2011, animava as noites do Beat Club. Desde fevereiro deste ano, o encontro ocorre mensalmente no Zé Presidente, atraindo artistas, escritores, músicos e performers. Os aspirantes a poetas depositam seus nomes em uma cartola de mágico, e assim é sorteada a ordem de quem vai assumir o microfone.


    ■ Sarau da Casa do Poeta “Lampião de Gás”

    Criado em 1948, é o mais antigo da cidade. Ocorre quinzenalmente na Liberdade, às terças.


    ■ Sarau do Binho

    Continua após a publicidade

    Desde maio de 2004, o bar do Binho cede seu espaço para quem quiser recitar poesias. O evento pode durar até meia-noite e meia e reúne cerca de cem pessoas.


    ■ Sarau da Cooperifa

    Criado em 2001, pelo agitador cultural e poeta Sérgio Vaz, é uma das grandes atrações do Bar do Zé Batidão. Após a música esquentar o clima, começa a série de poesias. O evento chega a reunir mais de 200 pessoas.


    ■ Varal de Poesias

    Assim como o nome sugere, em um varal são pendurados todos os poemas. Com música ao vivo, o sarau ocorre todo o último domingo do mês, das 10h às 16h, no Parque Piqueri.

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.
    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas
    Impressa + Digital no App
    Impressa + Digital
    Impressa + Digital no App

    Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique.

    Assinando Veja você recebe semanalmente Veja SP* e tem acesso ilimitado ao site e às edições digitais nos aplicativos de Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Superinteressante, Quatro Rodas, Você SA e Você RH.
    *Assinantes da cidade do SP

    A partir de 29,90/mês