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“Fecha o preto”: criança chora ao relatar racismo em jogo de futebol

Técnico de time adversário é acusado de proferir ofensas; ele nega e diz que "postaram esse vídeo pra denegrir minha imagem e do meu clube"

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 18 dez 2020, 13h20 - Publicado em 18 dez 2020, 13h19

Durante o jogo entre Uberlândia Academy e Set Esportes, pela Caldas Cup, o jogador sub-11 do Uberlândia Luiz Eduardo Bertoldo Santiago, 11, sofreu ofensas racistas na partida. Ele foi gravado chorando ao contar sobre o episódio que aconteceu na última quarta-feira (16).

O pai da criança, Leones Santiago, postou no Instagram o momento que Luiz relata o momento. “Eu tava no meio, tinha outro aqui e o zagueiro. O outro cara falava assim toda hora ‘fecha o preto, fecha o preto ai’. Ai eu guardei pra falar no final, para os pais”.

Uma outra pessoa aparece no vídeo perguntando se ele foi ofendido só uma vez, mas o menino responde que as ofensas aconteceram durante toda a partida.

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As ofensas foram proferidas pelo treinador da equipe Set Esportes, Lázaro Caiana de Oliveira, segundo o pai do menino. “Meu coração nesse momento está partido por não estar ao lado do meu filho, ao menos para dar um abraço e consolá-lo”, diz no post. O técnico acusado nega que tenha proferido as ofensas.

“Após o jogo, quem foi injuriado racialmente foi a minha pessoa pelo presidente do clube, Adriano dos Santos vulgo Adriano Futsal, que me ameaçou de morte e me chamou de ‘preto safado’. Na delegacia foi tudo resolvido de forma pacífica. E eles postaram esse vídeo pra denegrir minha imagem e do meu clube! Ninguém da arbitragem ouviu, nem da comissão de ambas as equipes, e nem da organização tais ofensas feitas ao atleta. Nós iremos até o fim pra provar que nós somos uma inocentes”, disse o técnico, que publicou vídeo ao lado da família.

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Em nota, a Liga Desportiva Região das Águas Thermais afirmou que Oliveira está suspenso provisoriamente até “que se esclareça definitivamente os fatos da denuncia sobre preconceito racial”.

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Também por meio de nota, a Uberlândia Academy disse que acionou a Polícia Militar ao tomar ciência do fato e registrou um boletim de ocorrência. “Iremos até às últimas instâncias em defesa de nosso aluno e contra mais um ato deplorável que mancha a imagem do futebol”, afirma o clube.

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