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Crack: “Assim como me ajudaram, agora quero ajudar”

Por Henrique Skujis e Maria Paola de Salvo Atualizado em 5 dez 2016, 18h47 - Publicado em 28 Maio 2010, 18h31

“Eu era vendedor de uma concessionária Chevrolet. Só negociava com frotista. Ganhava até 10 000 reais por mês. Um dia fui comprar maconha, mas me empurraram o mesclado, que é a maconha com crack. Em menos de um ano estava entregue. Fui demitido e larguei o curso de publicidade na FMU. Perdi 35 quilos. Foi uma degeneração total.

Cheguei a roubar os celulares de uns amigos do meu pai que estavam em casa. Não pedia ajuda porque tinha medo de perder minha noiva. A gente acha que ninguém percebe nossas mentiras. Tentei largar diversas vezes, mas a fissura é incontrolável. É como um pênalti para o seu time aos 47 do segundo tempo. Enquanto o jogador não bate, você fica louco.

Estou limpo há três anos e meio. Há dois anos, depois de fazer vários cursos na área de dependência química, resolvi abrir uma clínica. Assim como me ajudaram, quero ajudar, porque sei que é possível deixar a droga para trás.”

Gabriel Mori, 26 anos, dono de uma clínica para dependentes químicos

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