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Clubes criam projetos beneficentes e dão clima engajado às festas

Batizada de Xiliquê, a balada beneficente do Vegas Club, na Consolação, começou em janeiro e está na quinta edição

Por Carolina Giovanelli - Atualizado em 27 Dec 2016, 20h44 - Publicado em 16 Apr 2010, 19h57

Imagine uma daquelas longas filas frequentemente encontradas na porta das casas noturnas. Um aglomerado de pessoas com produções caprichadas espera para entrar. Nas mãos, porém, um apetrecho diferente ganha destaque: sacolinhas. Dentro delas estão produtos diversos para doação, a exemplo de alimentos não perecíveis e materiais de limpeza. A cena tem se tornado cada vez mais habitual nas baladas paulistanas. É o caso da Trash Benê, projeto comandado pelo pessoal da Trash 80’s que rola mensalmente no Clube Caravaggio, no centro, e no Spazio, na Vila Olímpia.

“Chegamos a arrecadar 2 toneladas de alimentos numa só noite”, calcula um dos organizadores, Tonyy. A escolha das ONGs beneficiadas é feita através de indicações. Dezenas de estabelecimentos, de asilos a abrigos para cães, já receberam doações. “Pelo menos 70% do nosso público adere à campanha”, afirma. “Deixar de lucrar uma vez por mês com os ingressos não é quase nada, mas para quem recebe faz muita diferença.” Além da Trash Benê, em atividade desde 2003, outras ideias nesse estilo têm pipocado por aí.

Batizada de Xiliquê, a balada beneficente do Vegas Club, na Consolação, começou em janeiro e está na quinta edição. Já tem agenda fechada até o meio do ano. “A festa só pela festa me parece um pouco fútil, sempre quis fazer algo maior”, conta o DJ Felicio Marmitex, um dos idealizadores da folia. “É um modo de incentivar os jovens a fazer caridade.”

Trazendo um donativo, o preço do ingresso cai de 35 para 15 reais. Marmitex discoteca em outra noite do gênero no sábado (24), no Sutra Bar & Lounge, na Bela Vista. A Quebrando a Fome, noitada mensal que estreou em novembro de 2009, tem como objetivo arrecadar alimentos. “Deu tudo tão certo que a expandimos para o interior do estado”, explica o produtor Cavalaska. Haverá apresentações de nove DJs, entre eles o americano adepto do experimentalismo Jay Haze.

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Fugindo das batidas eletrônicas, o refinado Club A, no Brooklin, recebe no dia 27 o show Sertanejo do Bem. Seguido de Junior Lima (o irmão da Sandy, lembra?), o cantor Luan Santana dará uma canja de seus hits. Toda a renda dos ingressos de 150 reais e o cachê dos artistas serão revertidos para o Instituto Mundo Jovem, que auxilia crianças e adolescentes desde 1996. “Acho bacana poder usar a fama para ajudar quem precisa”, diz a atriz Mariana Rios, que vai trabalhar como garçonete no evento.

Depois das tragédias ocorridas na capital fluminense e em Niterói, o empresário Haysam Ali, organizador da folia GLS Circuito Velvet Club, resolveu promover a I Love You — Todos Unidos pelo Rio de Janeiro. Quem for curtir a tarde na boate Eazy, na Barra Funda, neste domingo (18), terá de levar 2 quilos de alimento não perecível ou um agasalho em bom estado. Outros clubes, como a Heaven, nos Jardins, o Rey Castro, na Vila Olímpia, o Neu, na Água Branca, e o Hot Hot, na Bela Vista, também promovem periodicamente as chamadas baladas do bem. Uma boa oportunidade para chacoalhar o esqueleto e aliviar a consciência.

1/5
( / Circuito Velvet Club)
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