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Antigo Cine Ipiranga, no centro, deve virar point geek

O espaço icônico da Avenida Ipiranga deverá ser reaberto no fim de 2020

Por Rafaela Bonilla Atualizado em 30 dez 2019, 10h20 - Publicado em 27 dez 2019, 06h00

Fechado desde 2005 e tombado integralmente quatro anos depois pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico Cultural e Ambiental (Conpresp), o antigo Cine Ipiranga deve mudar de nome e virar um ponto de encontro geek no centro da cidade. Numa iniciativa conjunta do empresário Facundo Guerra (do Grupo Vegas) e da Omelete Company, que realiza a megafeira de cultura pop CCXP, o espaço da Avenida Ipiranga deverá ser reaberto no fim de 2020, e vai se chamar Omelete House. “Queremos criar uma plataforma permanente da CCXP”, anuncia Guerra.

O projeto reunirá cinema, área gastronômica, fliperamas, alternativas de realidade virtual e, o mais esperado, uma PC bang — espécie de lan house em que os gamers se juntam para se divertir no mesmo jogo. “A ideia é colocar no fundo da sala de cinema até 100 computadores. Os melhores games que estiverem rolando serão exibidos no telão. Gostaríamos também de mostrar campeonatos internacionais”, adianta Marcelo Forlani, diretor de cultura da Omelete.

Croqui da fachada Divulgação/Divulgação

A sala de um dos mezaninos ficará reservada para filmes que seguem uma programação distinta daquela do circuito tradicional. “Haverá maratonas e reprises. Será um espaço onde os cinéfilos poderão ter experiências que não conseguem achar em outros lugares. Não é concorrência, e sim algo diferenciado”, diz Forlani.

O Ipiranga, inaugurado em 1943, com o filme Seis Destinos, foi concebido por Rino Levi, um dos icônicos arquitetos do que era a Cinelândia paulistana. A reforma está programada para começar no início de 2020, após dois anos de desenvolvimento do projeto. Será cuidadosamente supervisionada pelo Conpresp e pelo Departamento do Patrimônio Histórico (DPH). “O ponto não pode sofrer nenhuma alteração, nem mesmo na posição das poltronas. O jeito de transformar o ambiente é apostar na luz e na cenografia”, explica Guerra.

Publicado em VEJA SÃO PAULO de 1 de janeiro de 2020, edição nº 2667.

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