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Bruno Covas justifica aumento salarial “O teto de R$ 24.000,00 está defasado”

O prefeito sancionou reajuste no último dia 24 para o seu cargo, vice e secretários

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 29 dez 2020, 10h33 - Publicado em 29 dez 2020, 10h31

Em entrevista concedida à GloboNews na noite de ontem (28), o prefeito reeleito Bruno Covas defendeu o reajuste salarial sancionado por ele na véspera de Natal. A medida prevê aumento de mais de 10.000 reais para os cargos de prefeito, vice e secretários a partir de 2022.

Ao ser questionado sobre o projeto em meio ao crescimento do desemprego, Covas afirma que “hoje o teto está defasado, é um teto de R$ 24.000.”. Segundo ele, o valor congelado não acompanhou a inflação e é nocivo para o funcionalismo público, “por que é importante fazer isso? Porque o salário do prefeito é o teto do funcionalismo. O teto está congelado desde 2013, quando tivemos o último reajuste, durante este período de oito anos, a inflação foi de 60% a 100%, dependendo do valor que é considerado.”

“Por que é ruim para a cidade de São Paulo ficar com o teto defasado? Porque algumas carreiras que recebem pelo teto, como é o caso dos auditores fiscais, começam, os funcionários, a se preparar para concursos para trabalharem no governo federal ou em outros governos municipais ou estaduais e nós vamos perdendo esses servidores.”, explica.

Ao final, Covas defende que a medida precisava ser tomada agora ou só poderia ser votada no fim de seu mandato, “Aqui não se trata apenas do salário do prefeito, que só será reajustado caso a gente passe pela pandemia, em 2022. Aqui se trata da correção do teto que está congelado nesses últimos oito anos. Se a câmara não aprovasse isso agora, só poderia aprovar depois de mais quatro anos, porque ele é aprovado sempre para o exercício seguinte, e nós ficaríamos doze anos com este valor defasado.”

O salário atual do prefeito é de 24.175,55 reais e passará para 35.462 reais. O vice-prefeito ganhava 21.700 reais e terá a renumeração de 31.915,80 reais. Os salários dos secretários subiram 55%, de 19.340,40 para 30.142,70 reais. Na câmara, foram 34 votos favoráveis ao projeto, 17 contra e uma abstenção. Veja aqui como cada um votou.

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