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“Não tenho berço mesmo. Sou filho de garçom”, afirma Carlos Iglesias

Protagonista da briga no restaurante Gero (do grupo Fasano), o sócio do A Figueira Rubaiyat diz não se arrepender da confusão

Por Pedro Carvalho Atualizado em 2 out 2020, 01h15 - Publicado em 2 out 2020, 01h16

O que aconteceu?

Cheguei ao Gero às 21h20. Sentei na barra (balcão), convidado pelo Ismael (maître da casa). Havia uma senhora loira a 1 metro de mim. Fiquei na barra uns trinta ou quarenta minutos, no celular. Não bebi.

Por que começou a confusão?

Mariana Junqueira e José Inácio Araujo chegaram às 21h50 e pediram mesa. O maître disse: não vamos servi-los (os restaurantes têm de fechar às 22h). Acho errado, porque eu estava no bar desde as 21h20. O José Inácio começou a arrumar confusão. Na sequência, essa loira diz: “Vá para a sua casa!” — em voz alta. O restaurante parou, deu aquele silêncio. Eu falei: “Quem é a senhora?”. Ela respondeu: “Sou a dona, retire-se daqui”. Era a mulher de Fasano filho (Denise, esposa de Fabrizio Fasano Jr). Soube porque eu e ele trocamos mensagens por LinkedIn, já que não tenho o telefone do Rogério (Fasano).

O que disseram?

Pedi que investigasse quem era a loira. Ele me devolveu uma mensagem grossa, mas teve medo de que eu a publicasse e apagou. Disse: a loira é minha mulher, você é um mal-educado, nunca mais apareça no Gero. Porra, o Fasano filho me falar isso?! Me desculpe!

Durante a confusão, fora do restaurante, o senhor disse: “Vou chamar ‘meu’ delegado”. Quem é “seu” delegado?

Senhor João Batista (Beolchi), corregedor da polícia do estado de São Paulo. Pessoas que nos protegem desde meninos no Rubaiyat. Ele mandou viaturas com um major e um coronel. E agora meu delegado está acompanhando tudo.

Num vídeo, o senhor também diz que “tinha berço”. O que quis dizer?

Ter berço é ter educação, falar boa-noite, obrigado. Eles não se retrataram. E vêm falar que não tenho berço? Não tenho mesmo! Sou filho de um garçom que veio pobre ao Brasil, mas, na minha concepção, tinha muito berço.

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Se arrepende de algo?

Não me arrependo de nada. Ela falou o que quis e ouviu o que não quis.

O senhor tinha bebido?

Não bebi nada. O que eu tenho, vou lhe dizer, é stress. Venho há sete meses trabalhando como cachorro na Fazenda Rubaiyat, pagando a conta dos filhos nos EUA, pagando recesso dos funcionários com dinheiro do meu bolso. Reconheço que estou um pouco estressado.

Voltará aos restaurantes Fasano?

No momento, não. O Fasano filho não foi educado comigo. Eu não frequento restaurantes em São Paulo que não sejam o Rubaiyat e o Fasano. Mas, neste momento, não piso lá.

O OUTRO LADO

“Sorte que não estava. Teria enfiado a mão na cara dele”, diz Fasano Jr

Fabrizio, sócio do grupo Fasano (não atuante na gestão da empresa), teve a mulher no centro da polêmica e reage às declarações

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Publicado em VEJA São Paulo de 7 de outubro de 2020, edição nº 2707.

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