Barbeiro atende clientes pelado em SP – e pode até rolar algo a mais

O preço do corte aumenta conforme o visual do profissional

Barba, cabelo e bigode – e um look bastante extravagante. O trabalho de Rafael Rosa, de 25 anos, anda chamando atenção por aí. Nascido em Botucatu, no interior do estado, o paulista vive na capital há seis anos, onde atuou como vendedor e modelo de nu artístico. Entretanto, foi sua nova proposta como barbeiro que o destacou no mercado. O cliente escolhe como estará o rapaz na hora do atendimento: vestido, seminu ou completamente despido. E se pintar um clima, às vezes, rola até algo a mais.

“Eu fiz o curso de barbeiro no final do ano passado, mas já atuava como modelo de nu artístico há quase três anos. Tive a ideia de juntar esses dois campos. Queria expressar a nudez como algo natural. No começo, só atendia amigos e conhecidos, mas fiz um vídeo que estourou e as pessoas começaram a me procurar”, conta Rosa.

O barbeiro garante que a situação não o deixa constrangido. O profissional recebe os clientes em seu apartamento na Rua Marquês de Itu, na região de Higienópolis. O corte com ele vestido sai por 60 reais e usando jockstrap (uma espécie de cueca mais ousada) sobe para 80 reais. Agora, se o trabalho for totalmente nu, o preço pula para 120 reais. “Tenho outros looks que uso, como meia arrastão e cinta liga, dependendo do fetiche da pessoa”, explica. O freguês pode ou não ficar pelado.

Como o encontro acaba sendo muito intimista, Rosa admite que pode acontecer algo a mais. “Não sou garoto de programa. É só que, se for da vontade de ambos, por que não? Atendo no meu quarto, minha cama está ali do lado. Mas não cobro a mais por isso. Só acontece em casos em que rola uma química”, frisa.

O público se mostra majoritariamente gay. Rosa diz que recebe de dois a seis clientes por dia, sem horário de funcionamento pré-definido. “Já fiz cortes às 3 horas da manhã”, conta.

O rapaz também atende em algumas baladas e eventos LGBT da cidade. Nessas ocasiões, realiza apenas desenhos artísticos, já que as casas não permitem tesouras e navalhas.

Feliz com a repercussão, o barbeiro diz que o próximo passo é trabalhar em outros estados, começando pelo Rio de Janeiro, agora em outubro. Ele pretende ainda inaugurar um espaço maior no ano que vem. “Vão ouvir falar muito de mim em 2019”, garante.

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  1. Rodolfo Vieira

    Legal saber que a Veja agora tem classificados para garotos de programas no caderno de cidades.