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Ator diz ter sido espancado após seguranças negarem ajuda

O caso aconteceu na madrugada da última quarta-feira (15) em um terminal de ônibus; rapaz negro afirma ser vítima de racismo

Por Estadão Conteúdo 17 nov 2017, 18h05

Um ator negro diz ter sido espancado após seguranças de um terminal de ônibus da capital julgarem que ele era um criminoso e se recusarem a ajudá-lo. Diogo Cintra relatou fugir de bandidos que tentavam assaltá-lo e alegou que os funcionários não o ajudaram por racismo.

O caso ocorreu na madrugada da última quarta-feira (15). O artista saiu de uma balada na região central da cidade de São Paulo por volta das 5 horas da manhã e seguia para casa quando teria sido abordado por dois homens que pediram seu celular e dinheiro.

Ele reagiu e tentou se abrigar no Terminal de Ônibus Parque Dom Pedro II, onde pediu ajuda a uma segurança. De acordo com Cintra, ela sugeriu que ele pedisse ajuda a seguranças homens, também do terminal.

Nesse momento, porém, os mesmos criminosos que haviam tentado roubá-lo chegaram ao local com um grupo maior de pessoas. Eles o acusaram de ser ladrão e ter roubado o celular de um deles. A vítima afirma que tentou convencer os funcionários de que era o dono do aparelho, mas foi forçado a ficar em silêncio.

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“Assumindo logo de cara que eu era o culpado, me entregaram para os caras, que me arrastaram para fora da estação, e lá do lado de fora eu fui espancado. O segurança chegou a perguntar o que eles iam fazer comigo, e disseram que iam me levar para o ‘rio'”, relatou Diogo em um post no Facebook.

O rapaz argumenta que os seguranças acreditaram que ele era um criminoso apenas porque é negro. “O racismo mata todos os dias! Eu fui vítima não só de racismo, mas do absurdo e da violência que pessoas que tentam fazer ‘justiça com as próprias mãos’ são capazes”, escreveu.

A reportagem entrou em contato com a São Paulo Transporte (SPTrans), responsável pelo terminal de ônibus onde aconteceu o caso, que informou que “ao tomar conhecimento da ocorrência, a São Paulo Transporte (SPTrans) solicitou esclarecimento à Spurbanus, responsável pela administração do Terminal Parque Dom Pedro II, e vai colaborar com as autoridades para elucidar os fatos. A SPTrans repudia quaisquer atos de agressões e racismo e, se comprovadas as denúncias, solicitará o afastamento imediato dos envolvidos”.

O ator ainda contou ter sido atacado por cães que pertenciam ao grupo. Somente quando uma menina que os acompanhava pediu para pararem é que ele pôde escapar. Voltou ao terminal e foi para a casa de um amigo que o levou para o hospital. Recebeu atendimento e passa bem.

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