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Adib Jatene: “Diagnostiquei meu próprio infarto”

O cardiologista recebeu VEJA SÃO PAULO para relatar o episódio, do qual se recupera bem

Por Daniel Bergamasco - Atualizado em 12 Nov 2018, 18h09 - Publicado em 9 Jun 2012, 00h31

Com as mãos firmes de quem continua a realizar eventuais cirurgias, o cardiologista Adib Jatene segurava uma folha de papel sulfite quando recebeu a reportagem na terça (5), um dia depois de completar 83 anos. “Estou redigindo um artigo para enviar aos jornais, sobre a falta de leitos em hospitais na cidade”, explicou ele, mostrando o texto que rascunhava a mão.


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Era a primeira vez em que voltava a sua sala, no Hospital do Coração (HCor), do qual é diretor-geral, desde que sofreu um infarto, duas semanas antes, solucionado após um cateterismo (procedimento não cirúrgico no qual um tubo flexível é introduzido em vaso sanguíneo para checar se há entupimento e sanálo). “Estou me recuperando muito bem”, apressou-se em dizer o paciente de histórico favorável, que não fuma, controla bem o peso (83 quilos em 1,85 metro de altura) e fez atividade física a vida toda.

Gênio da medicina brasileira, com feitos que incluem a primeira cirurgia de ponte de safena do país e uma série de inovações, ele diz que ficou “muito tranquilo” durante todo o ocorrido, conforme narra a seguir.

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Além de ter mais de 20.000 operações no currículo, cardiologista também já ocupou três cargos públicos ( / Adib Jatene: cirurgião, inventor, ministro…)
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Com uma amizade que começou em 1959, José Eduardo Sousa foi o responsável pelo cateterismo feito no cardiologista ( / Adib Jatene: nas mãos de um amigo do peito)
4/5
Três dos quatro filhos de Adib seguiram a profissão do pai ( / Jatene: um sobrenome a serviço da medicina)
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