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Primeiro semestre de 2020 bate recorde em casos de feminicídios

Casos de violência doméstica entre abril e junho passaram de 5 500

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 6 ago 2020, 14h34 - Publicado em 6 ago 2020, 14h32

O número de casos de feminicídios registrados no primeiro semestre de 2020 no estado de São Paulo atingiram a maior marca desde 2016. O levantamento foi realizado pelo G1 e GloboNews, com dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP).

Em 2016, 31 feminicídios foram registrados durante o primeiro semestre. Em 2017, 48; 2018 teve 57; 2019 foram 85 e em 2020 o número já chegou a 87. Dos casos de 2020, 83% tem autoria conhecida: o crime foi cometido em grande parte por companheiros ou ex-companheiros das vítimas. 69% ocorreram dentro da casa da vítima e 43% do total tiveram prisão em flagrante.

Ainda de acordo com o levantamento, a média de idade das vítimas mortas é de 35 anos de idade. Do total, 55% são descritas nos boletins de ocorrências como brancas e 45% como pretas ou pardas.

Já para casos de violência doméstica, o número de boletins de ocorrência eletrônicos com esse de delito chegou a 5 500 em todo o estado, para o período de abril até junho. Desde o dia 3 de abril, dez dias depois do início da quarentena, mulheres paulistas podem denunciar casos do tipo pela internet. Os dados também são da SSP.

Segundo a pasta, além do boletim eletrônico, as mulheres podem utilizar o aplicativo SOS Mulher, que permite que as vítimas de violência doméstica (com medida protetiva expedida pela Justiça) peçam ajuda quando estiverem em situação de risco.

Com informações da Agência Brasil

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