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Vida Boa Por Bárbara Öberg A repórter Bárbara Öberg fala sobre bem estar, exercícios, saúde e novidades para melhorar a rotina.

Com a corrida, mulher elimina 25 quilos, se livra da depressão e volta ser modelo

Volta e meia, abrimos esse espaço aqui no Vida Boa, pra que o leitor conte sua história na velha saga contra a balança e toda aqueles conhecidos problemas que o sobrepeso pode trazer, em particular baixa autoestima que descamba pra deprê total. Pois bem, nesta segundona calorenta aqui em Sampa, publicamos o caso de Giulianna […]

Por Tatiana Izquierdo Atualizado em 25 fev 2017, 21h33 - Publicado em 24 out 2016, 16h26
Giulianna Ahlgrimm: no auge da depressão, com 83 quilos. (Foto: arquivo pessoal)

Giulianna Ahlgrimm: no auge da depressão, com 83 quilos. (Foto: arquivo pessoal)

Volta e meia, abrimos esse espaço aqui no Vida Boa, pra que o leitor conte sua história na velha saga contra a balança e toda aqueles conhecidos problemas que o sobrepeso pode trazer, em particular baixa autoestima que descamba pra deprê total. Pois bem, nesta segundona calorenta aqui em Sampa, publicamos o caso de Giulianna Ahlgrimm, que eliminou 25 quilos, sepultou a depressão, inclusive se librando dos remédios tarja preta. E voltou a ser modelo. Uau! Com ela, a palavra. Ao fim do texto, tem o meu email, caso você se anime em contar sua trajetória de sucesso.
Um beijo, Chris Martinez.

“Olá, meu nome é Giulianna Ahlgrimm, estou com 37 anos e vou tentar contar brevemente minha história. Seria apenas mais uma caso de vitória contra balança, se o meu novo estilo de vida não tivesse virado possibilidade profissional, com metas e objetivos a serem alcançados , com muito foco e determinação. Nunca fui uma pessoa sedentária, muito pelo contrário, joguei muito handball pela escola na adolescência. Tinha um corpo tão esbelto que cheguei a trabalhar como modelo na década de 90. Era bem magrinha, mas nada de musculatura definida.

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Porém, com a morte da minha mãe em 2010, quando eu estava grávida de cinco meses do meu segundo filho, eu entrei em depressão. Desencanei totalmente da minha aparência. Não ligava mesmo. Em abril de 2014, depois de quatro anos, estava pesando 83kg. Nunca havia chegado a esse peso. Nem mesmo durante as gestações dos meus dois filhos.

Estava extremamente infeliz com aquele peso extra, e pior, frequentando psiquiatra e tomando remédio tarja preta. Não me sentia eu. Foi aí que decidi mudar. E percebi que só eu poderia fazer algo por mim. Por incentivo do meu marido e minhas irmãs, comecei a correr e reeducar a minha alimentação, por enquanto sem acompanhamento de nenhum profissional, mas já fazia uso de alguns suplementos por indicação de amigos corredores.

Logo comecei a emagrecer e ver meu corpo mudando. Aquela transformação toda, deixando de lado as roupas largas, e os elogios de amigos e familiares, me incentivava a querer continuar. Então, em junho de 2014 voltei a frequentar academia, apenas 3 vezes por e semana e sem grandes objetivos, somente para me ajudar no emagrecimento. Tinha um foco maior em corridas de rua , esporte que gosto muito e faço questão de participar de provas até hoje. Em abril de 2015 comecei a praticar muay thai, buscando um exercício de condicionamento físico e porque sempre gostei muito de luta. Pratiquei karate e boxe quando mais nova, mas apenas por atividade física, nada sério.

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Foi em julho de 2015, agora pesando 65kg e com taxa de gordura ainda em 20%, que resolvi correr minha primeira meia maratona. Fui atrás de um profissional de educação física pra me ajudar a lapidar mais minha corrida. Na mesma época busquei uma nutricionista esportiva. Queria um olhar profissional para baixar peso e ganhar massa magra.

Por conta de excesso de treinos, acabei com uma lesão no joelho esquerdo 15 dias antes da prova. Mesmo assim corri a meia maratona, não com a mesma performance que gostaria, visto que, por volta dos 18km meu joelho doía tanto que parecia estar carregando uma melancia por debaixo da rótula, mas mesmo assim alcancei meu objetivo, corri 21km. Foi uma prova que fiz em homenagem à minha mãe, já que o tema era a prevenção ao câncer de mama e ela faleceu justamente por conta disso. Por conta da lesão, comecei um trabalho de fortalecimento das pernas, panturrilhas e core proposta pelo meu personal, para dar maior sustentação dos joelhos.

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E foi aí que o tal do vírus do bem fitness me pegou. Com alimentação super regrada e balanceada, usando suplementação corretamente e de boa qualidade e mais treinos diários, construí um shape corporal em 7 meses que nunca achei que teria em toda minha vida. Estou com 58 quilos, um percentual de gordura corporal de 10%, e faz dois anos que não tomo nenhum remédio. Estou curada da depressão e de volta à carreira de modelo. Desta vez, com foco na área fitness também.
Ainda estou suando a camisa, literalmente, em busca da meta que tracei para mim. Mas confesso que ao me ver no espelho rola uns suspiros de admiração e orgulho próprio.

Não existe fórmulas mágicas e nem dietas milagrosas. A diferença entre chegar lá ou parar no meio do caminho depende apenas de nós mesmos. Ter sua autoestima de volta é tudo!“

Adoramos a sua história de sucesso, Giulianna. Parabéns. Em tempo: pra seguir os passos dela, clica lá @giu.ahlgrimm.

Se você quiser me contar sua história, escreve pra mim chrismartinez@butiquedeletras.com.br e pra me seguir, @blogvidaboa_

Até a próxima.

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