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Bombeiros localizam dois corpos e um ferido em região próxima de ciclovia

Dois corpos foram localizados até agora na região próxima ao trecho da ciclovia Tim Maia, entre o Leblon e São Conrado, Zona Sul do Rio, que desabou na manhã desta quinta (21). O Corpo de Bombeiros ainda realiza buscas por desaparecidos na região, com helicópteros e mergulhadores. + Ciclovia inaugurada em janeiro desaba Uma terceira vítima […]

Por VEJA SÃO PAULO Atualizado em 26 fev 2017, 12h18 - Publicado em 21 abr 2016, 16h54

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Dois corpos foram localizados até agora na região próxima ao trecho da ciclovia Tim Maia, entre o Leblon e São Conrado, Zona Sul do Rio, que desabou na manhã desta quinta (21). O Corpo de Bombeiros ainda realiza buscas por desaparecidos na região, com helicópteros e mergulhadores.

Ciclovia inaugurada em janeiro desaba

Uma terceira vítima também teria sido atendida, segundo o Corpo de Bombeiros. Ainda não há confirmação do estado de saúde ou da identidade das vítimas.

De acordo com informações preliminares das equipes no local, um corpo foi localizado pelo Corpo de Bombeiros no local do acidente. Outro corpo foi localizado na praia de São Conrado, próximo ao local.

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Segundo ciclistas que trafegavam no local, o mar está com uma forte ressaca, com ondas altas e violentas, atingindo a ciclovia e também a Avenida Oscar Niemeyer. A avenida está com o trânsito interditado. Os bombeiros também relatam dificuldades com as buscas, em função da força do mar.

Estão no local os secretários municipais de Defesa Civil, Marcio Costa, e de Transportes, Rafael Picciani, além do ex-secretário de governo, Pedro Paulo. As autoridades, entretanto, ainda não falaram com a imprensa sobre o acidente.

Descaso

O ator Marcelo Faria, que mora num condomínio em São Conrado em frente ao ponto da ciclovia Tim Maia que desabou, acompanhou o resgate dos corpos do mar. Ele usa diariamente a ciclovia. Em janeiro, com a inauguração, disse ter ficado “muito animado”, pois, antes dela,  pedalava pela Avenida Niemeyer, junto aos carros. Para Faria, a ciclovia não estava bem fixada nas vigas sobre as quais foi encaixada.

“Minha mulher me chamou quando viu um corpo sangrando e boiando no mar. Eu achei que fosse um pescador. Depois o segurança do condomínio chegou dizendo que a ciclovia tinha desabado. Quando inauguraram, foi um alívio, pois eu não precisaria mais me arriscar na Niemeyer e poderia andar com minha filha, de 5 anos. Eu uso todo dia, e, muitas vezes, com ela na garupa. A primeira sensação que eu tive foi de que poderia ter sido a gente”, contou o ator, por telefone.

“É realmente um descaso dos nossos governantes a obra não ter sido testada. Projetaram uma prancha em cima de um pilar de concreto sem que ela estivesse bem calcada. Ela foi encaixada com o próprio peso. Ou seja, qualquer força que viesse de baixo ia jogá-la para cima. Um acidente como esse mostra que os inocentes podem morrer e tudo certo, as pessoas não vão ser julgadas.” (Estadão Conteúdo)

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