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Terraço Paulistano Notas exclusivas sobre artistas, políticos, atletas, modelos, empresários e pessoas de outras áreas que são destaque na cidade. Por Humberto Abdo.

Coveiro filósofo do Cemitério da Penha defende prioridade na vacina

“Todo o tempo tivemos de improvisar", conta Osmair, que será o protagonista de documentário produzido por Camila Appel, Pedro Bial e Ricardo Calil

Por Humberto Abdo Atualizado em 12 fev 2021, 01h40 - Publicado em 12 fev 2021, 06h00

”Cada vez que vê um semelhante morto, você se lembra que também vai morrer”, resume Osmair Camargo Cândido, 60, sepultador no Cemitério da Penha. Formado em filosofia, ele é conhecido como o “coveiro filósofo” e sonha em se tornar o “palestrante da morte”, com apresentações sobre suas experiências. Também está escrevendo um livro e vai estrelar um documentário produzido por Camila Appel, Pedro Bial e Ricardo Calil, em fase de filmagens. Após trabalhar durante toda a pandemia com uma média diária de oitenta sepultamentos, Cândido acha que coveiros deveriam entrar com prioridade na fila da vacina. “Todo o tempo tivemos de improvisar, nos precaver como pudéssemos. Onde trabalhei não tem faltado materiais de proteção, mas sofremos muito com calor, por exemplo”, lamenta. “Outros países reconheceram a nossa função, mas no Brasil é um setor particular e faltam protocolos de trabalho, além dos desafios emocionais e financeiros.”

Publicado em VEJA São Paulo de 17 de fevereiro de 2021, edição nº 2725.

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