Pesquisa da USP mostra que metade das mulheres não chega ao orgasmo

  O Projeto de Sexualidade da Universidade de São Paulo (Prosex), na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), concluiu nesta semana uma pesquisa. Nela, uma conclusão triste: metade das brasileiras não tem orgasmo nas relações sexuais. O levantamento ouviu 3 000 participantes com idade entre 18 e 70 anos, divididos em cinco faixas […]

 

Na cidade de São Paulo, o cenário melhora: quase 80% das mulheres chega ao ápice no sexo

Na cidade de São Paulo, o cenário melhora: quase 80% das mulheres chega ao ápice no sexo

O Projeto de Sexualidade da Universidade de São Paulo (Prosex), na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), concluiu nesta semana uma pesquisa. Nela, uma conclusão triste: metade das brasileiras não tem orgasmo nas relações sexuais. O levantamento ouviu 3 000 participantes com idade entre 18 e 70 anos, divididos em cinco faixas etárias. Foram avaliados voluntários de sete regiões metropolitanas do país: São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Salvador, Belém, Porto Alegre e Distrito Federal.

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No estudo, 55,6% têm dificuldade para chegar ao orgasmo. Entre as várias causas apontadas, 67% responderam que tem dificuldade para se excitar e 59,7% sentem dor na relação.

Sobre a cidade de São Paulo, o estudo mais recente do Prosex é de 2008. Com outra metodologia, o questionário foi respondido por 652 mulheres e 689 homens entre 18 e 75 anos. Na conclusão, 23,7% delas disseram que não atingem o clímax. Entre eles, só 3,5% têm dificuldade na “hora H”.

Se você tem qualquer tipo de problema sexual (dor, falta de ereção, não chega ao orgasmo, perda de libido, etc…), o Prosex atende pacientes no Hospital das Clínicas e, melhor, a consulta é de graça. Para agendar uma consulta, basta ligar para (11) 2661-6982, de segunda a sexta, das 9h às 15h.

Para discutir o assunto, sexóloga Priscila Junqueira, especialista em sexologia formada pela mesma faculdade de medicina da USP, apresenta sete dicas para ajudar a “chegar lá”:

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1) Quebre os “tabus”

“Sexo é saúde. Não se reprima. Tente quebrar regras e não pense em questões como sexo é sujo, feio e pecado, já que isso pode atrapalhar a chegar ao orgasmo.”

2) Conheça-se melhor

“Mulheres chegam ao meu consultório sem nunca terem se tocado. Não sabem quais são suas zonas erógenas mais prazerosas e nem como estimulá-las. Não conhecem seu corpo e nem o que dão prazer. Após as nossas sessões de conversas, elas começam a se tocar durante o banho e a perceber o quanto o corpo responde bem a esse estímulo.”

3) Descubra as posições sexuais mais prazerosas para você

“O prazer no sexo é algo extremamente pessoal: o que funciona bem para uma pessoa pode não funcionar para outra.As posições que permitem maior fricção do clitóris são as preferidas quando o assunto é um bom orgasmo. Então, descubra sua melhor posição e a pratique.”

4) Preste atenção à autoestima

“Autoestima baixa é um dos sinais de insegurança. Uma pessoa insegura não consegue dizer o que sente e gosta no sexo, pois tem medo de decepcionar o outro.”

5) Pratique atividade física

“A prática de atividade física já é relatada em algumas pesquisas que podem ajudar a ter orgasmo. Durante alguns exercícios os músculos “core” (glúteos, abdominais transversos e oblíquos, quadrado lombar e assoalho pélvico) são trabalhados e fortalecidos. A boa forma deles ajuda a chegar ao orgasmo.”

6) Busque a saúde física e emocional

“Consulte sempre um ginecologista ou endocrinologista que possa investigar seus hormônios e sua saúde física no geral. Procure um profissional especializado em sexualidade, afinal, não chegar ao orgasmo pode fazer com que algumas mulheres fiquem insatisfeitas, mal-humoradas. Não conseguem se relacionar e muitas vezes culpam o homem o tempo todo por não fazer com que ele goze. Algumas acomodam e desenvolvem doenças de fundo emocional que repercutem no físico. Podem se tornar excelentes profissionais, desviando toda libido, apenas, para o trabalho.”

7) Relaxe

“Algumas mulheres, diferentemente dos homens, não conseguem atingir o orgasmo a qualquer momento e em qualquer local. Elas precisam tirar um tempo para poder relaxar e entrar no clima. Não tenha pressa.”

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