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Busca sobre tranças no Google abre debate sobre racismo

"O mundo da inteligência artificial é um espelho da nossa sociedade", diz especialista.

Por Redação VEJA São Paulo 2 jul 2019, 17h30

Uma busca por penteados de cabelo levantou uma discussão nas redes sociais sobre racismo nos últimos dias. Isso porque usuários do Twitter relataram que ao pesquisar no Google os termos “trança feia” receberam imagens que correspondem a cabelos de pessoas negras e quando buscaram por “trança bonita” receberam resultados com fotos de modelos brancas e cabelos lisos.

“As pessoas estão surpresas em 2019 que ainda existe racismo”, disse um. Outros, inclusive, reagiram com surpresa. “Nojo do mundo”, “essa pesquisa me deixou pasma”, disse outro. Outros ainda lembraram que o mesmo ocorre quando pesquisa-se “cabelo bonito” e “cabelo feio”, a tendência é que na pesquisa pelo que é belo, mostre imagens de pessoas brancas, quando o contrário apareça pessoas de pele negra.

O professor de inovação a Fundação Dom Cabral, Gil Giardelli, explica que essas respostas são fruto de pesquisas em que internautas associaram as tranças bonitas ao cabelo liso. “É o que chamamos de efeito túnel, a máquina começa a repetir os padrões dos usuários”, explica.  Além disso, ele ainda ressalta que no cenário atual, onde majoritariamente os programadores são homens brancos, uma possível visão equivocada de quem criou o código do programa pode ser repetido pela máquina em ocasiões futuras. “O mundo da inteligência artificial é um espelho da nossa sociedade, onde nós erramos ele erra também”, diz.

Veja a repercussão:

 

 

 

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