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Mulher que não tem mais orgasmos ganha indenização milionária

"É uma quantia inacreditável, mas não trará a minha antiga vida de volta", desabafou a mulher de 45 anos após acordo de 7,5 milhões de reais

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 5 fev 2020, 14h01 - Publicado em 21 jun 2018, 18h25

Ginny Atchison, de 45 anos de idade, tinha uma vida sexual ativa desde os 16 anos. A vida da mulher, no entanto, mudou com o diagnóstico de uma condição rara e dolorosa chamada síndrome de cauda equina. Trata-se de uma compressão das raízes nervosas lombares. Por isso, ela deixou de sentir orgasmos. Após muitos erros médicos, a mulher recebeu uma indenização milionária. 

Infelizmente, não importava o que eu tentasse, eu não conseguia sentir nada. Eu era uma pessoa sexualmente muito ativa. Eu gostava da intimidade e de fazer sexo pelo menos algumas vezes por semana quando eu estava em um relacionamento, desde os 16 anos de idade. Mas eu não percebia o quão importantes eram os orgasmos até perdê-los“, desabafou a mulher ao The Daily Mirror.

A história começou em 2008, quando Ginny sentiu uma dor na lombar, mas achou se tratar de uma contusão muscular. Em 2010, a sensação ficou ainda mais incômoda e os sintomas passaram a afetar também as suas pernas. Não à toa, a mulher procurou o pronto-socorro. No hospital, os médicos ignoraram as dores e não fizeram exames. Os profissionais encaminharam a paciente para uma clínica de fisioterapia no próprio centro. As dores, no entanto, não desapareceram após o tratamento: “Eu comentei com a minha fisioterapeuta que eu estava com problemas para urinar, um sintoma claro de síndrome de cauda equina, mas ela não observou nada anormal“.

Eu estava tentando trabalhar normalmente, mas a dor estava insuportável e eu precisava tirar folgas“, relembrou a mulher. A fisioterapeuta encaminhou Ginny novamente ao hospital. “Eles finalmente fizeram exames em 2011 após eu implorar por um atendimento no pronto-socorro. Eu sabia que tinha algo errado porque eu estava com muita dor“. A ressonância magnética mostrou que um disco da coluna vertebral da mulher estava pressionando os nervos da paciente, mas a mulher não foi encaminhada para a cirurgia.

Após anos de diagnósticos e tratamentos errados, ela foi diagnosticada após passar 24 horas sem conseguir urinar. Enfrentou uma cirurgia de emergência para descomprimir os nervos: “Os médicos me avisaram que eu poderia não voltar a andar. Quando eu acordei do procedimento, a primeira coisa que eles pediram era que eu mexesse os meus dedos dos pés. Eu ainda conseguia fazer os movimentos, ainda bem, mas haviam outros danos“, desabafou. “Eu já tentei de tudo para sentir prazer — já fiz tratamentos, tudo o que é possível. Eu até já aceitei que os meus orgasmos não voltarão“.

Como o diagnóstico de Ginny demorou 12 meses, ela sofreu danos irreversíveis nos nervos. Até hoje, a mulher sofre para andar longas distância, por exemplo. O ataque à sua vida sexual, no entanto, ainda é o que mais incomoda a paciente. “Você jamais imagina que vai parar de transar aos 40 anos. Sempre foi importante para mim e, mesmo estando solteira, eu sinto falta da intimidade“, desabafou.

Com os desafios do dia a dia, Ginny pediu ajuda ao governo para pagar as contas, mas foi considerada apta ao trabalho mesmo com dificuldades para andar e usando um cateter 24 horas por dia. Com a ajuda de uma instituição, a mulher decidiu tomar uma medida legal contra o hospital que demorou mais de doze meses para fazer o diagnóstico. Em 2013, a mulher entrou com uma ação contra a Norfolk and Norwich University Hospital NHS Foundation Trust e a Norfolk Community Health and Care NHS Trust e, após uma batalha legal, eles fizeram um acordo de 1,5 milhão de libras — cerca de 7,5 milhões de reais.

É uma quantia inacreditável, mas não trará a minha antiga vida de volta“, desabafou. Questionada sobre o que pretende fazer com o dinheiro, a mulher explica: “Eu vou construir uma casa acessível para me dar mais independência. Eu não poderia voltar a trabalhar, então esse dinheiro também me dá uma estabilidade financeira para o futuro“.

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