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Jovem amputa pé após infecção de bacteria devoradora de carne

"Os médicos disseram que, se eu não tivesse dado entrada no hospital quando o fiz, eu provavelmente teria morrido no dia seguinte", contou o rapaz

Por Redação VEJA São Paulo - Atualizado em 7 Mar 2018, 18h35 - Publicado em 7 Mar 2018, 18h19

Raul Reyes, um professor de 26 anos que mora com a família em Houston, no Texas, está se recuperando depois de ter amputado um pé por causa de uma infecção causada por uma bactéria devoradora de carne. Atenção: imagens fortes. 

Quando Raul acordou com um dos seus pés inchados em fevereiro de 2018, ele e sua esposa, Joseline Reyes, não ficaram preocupados: “Nós achamos estranho, mas eu imaginei que tudo ficaria bem e fui para o trabalho“, contou ao BuzzFeed. O rapaz continuou sua rotina mesmo com pé inchado. Não demorou muito até que o membro também ficasse repleto de bolhas. A dor se tornou tão forte que o rapaz passou a usar muletas para se locomover, já que apoiar seu peso no pé infectado era muito doloroso. Mesmo com tantos sinais vermelhos, Raul seguiu acreditando que era apenas um ferimento que seria curado naturalmente. Ele jamais imaginou que a condição poderia colocar sua vida em risco.

Nós encaramos a situação apenas como um caso de pé inchado. Usamos remédios como água quente, sais de banho e vinagre de maçã“, relembrou Raul sobre os tratamentos caseiros. Três dias após o inchaço, ele notou que sua meia estava molhada. Ao retirá-la, ele viu que seu pé estava coberto por bolhas amarelas e havia pus e sangue saindo das feridas.

O rapaz usou um guardanapo para secar o pé. Acabou colocando mais pressão do que deveria em uma bolha de sangue, que acabou estourando. “A minha pele foi arrancada e ficou apenas um buraco. Eu contei o que aconteceu para a minha esposa e nós dois começamos a surtar“. Naquela noite, Raul limpou as feridas e aplicou alguns curativos feitos com uma camiseta. Na manhã seguinte, disse que não poderia ir ao trabalho e foi a uma clínica para drenar as feridas. “Assim que eles viram o meu pé, eles disseram que não havia nada a ser feito e que eu deveria ir ao pronto-socorro porque era uma bactéria devoradora de carne“, relembrou Raul, que deu entrada no hospital no dia 23 de fevereiro.

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No hospital, médicos diagnosticaram o professor com uma infecção bacteriana, um tipo de infecção que pode se espalhar rapidamente se não for tratada com urgência. “O médico olhou rapidamente para o meu pé e leu o prontuário enviado pela clínica. Ele me disse que eu precisava ir para a sala de operação“. Depois de tirar raios-X e fazer exames de sangue, ficou definido que a cirurgia era a única maneira de remover a infecção.

Fasciíte necrosante, popularmente conhecida como a “bactéria devoradora de carne” é uma infecção bastante séria e que pode apresentar risco de vida ao paciente, já que destrói os tecidos superficiais do corpo e pode se espalhar rapidamente pelo corpo. “Eles achavam que estava apenas no exterior do meu pé, então eles disseram que tentariam salvar o máximo possível. Mas falaram que, se a infecção se mostrasse mais profunda, eles teriam que amputar o meu pé. Eu estava tremendo e chorando do choque“. Confira: 

Cirurgiões tiveram que amputar o pé de Raul para evitar que a bactéria chegasse a sua corrente sanguínea. “Eu acordei rodeado por médicos me dizendo que eles sentiam muito e que eles tentaram tudo o que podiam“. A cirurgia foi feita um dia após o aniversário de 26 anos de Raul. “Foi o presente da vida, eu acho“. O rapaz permaneceu na UTI por uma semana tomando antibióticos até que seu corpo finalmente derrotou a infecção.

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Ainda não está claro como Raul pegou a infecção. Bactérias comedoras de carne podem ser encontradas na água suja e podem entrar no corpo por meio de um corte ou ferida aberta. “Eles me perguntavam se eu entrei em contato com água suja ou se entrei em lagos ou rios. Eu não cheguei nem perto de nada disso — eu estava apenas vivendo a minha vida normalmente em casa“.

Médicos acreditam que a bactéria pode ter entrado no corpo de Raul por meio de uma unha encravada, mas o professor disse que ele já tinha lidado com problemas parecidos muitas vezes antes. “Eu não sei como a bactéria entrou pela minha unha encravada porque eu estava limpando e cuidando dela da maneira adequada“.

Os primeiros sintomas da fasciíte necrosante podem não ser alarmantes, mas progridem muito rapidamente. Alguns dos sintomas incluem dor localizada, pele dolorida ou quente, áreas inchadas em cores vermelha ou roxeada, úlceras e bolhas. Se a infecção progredir, o paciente pode sentir febre, arrepios e até vomitar.

Atualmente, Raul está esperando que possa testar sua primeira prótese: “Desde o primeiro dia, eu só queria levantar, voltar a andar“, ele contou. “Agora é apenas um processo de cura. Eu estive fazendo terapia física desde o primeiro dia. Eu jamais quis ficar deitado na cama“. Após a experiência trágica, ele faz um aviso: “Cuide de suas feridas, porque elas podem ser perigosas. Não esperem como eu esperei. Os médicos disseram que se eu não tivesse dado entrada no hospital quando entrei, eu provavelmente estaria morto no dia seguinte“. 

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