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Poder SP - Por Sérgio Quintella Sérgio Quintella é repórter de cidades e trabalha na Vejinha desde 2015

Após morte de sushiman, ordem no restaurante JAM é “tocar a vida”

Espaço funcionou normalmente no dia seguinte à morte do rapaz; "foi uma pena o que aconteceu, pois ele era um homem tranquilo", afirmou um funcionário

Por Sérgio Quintella Atualizado em 23 nov 2018, 12h18 - Publicado em 23 nov 2018, 12h15

Na noite seguinte após a morte do sushiman Leandro Santana dos Santos, de 26 anos, sete deles trabalhando no restaurante JAM, no Itaim Bibi, o estabelecimento funcionou normalmente. Com meia hora de atraso, a abertura, programada para as 19h, ocorreu nesta quinta (22) enquanto os funcionários terminavam de arrumar as mesas. Os primeiros a chegar, depois do repórter de VEJA SÃO PAULO, foi um casal com duas filhas pequenas, que se sentou no meio do salão.

Entre os funcionários, não se falava em outra coisa. Afinal, na noite anterior, quase no fim do expediente, Santos se desentendeu com um colega, sofreu um surto psicótico e pegou duas facas. Após ameaçar funcionários e clientes, arremessou um desses objetos contra um policial militar, que patrulhava a região e foi chamado para conter a confusão.

Alvejado sete vezes com armas não letais, o sushiman, nascido em Alagoas, caiu quando lhe foi desferido um tiro. “Tomei um susto. Quando ouvi os primeiros gritos, vi o Leandro agarrando outros colegas e pegando duas facas. A polícia chegou, houve uma longa negociação e depois, os disparos. Foi uma pena, pois ele era um homem calmo, tranquilo, que tinha sete anos de casa“, afirmou um funcionário que pediu para não ser identificado.

Em uma rodinha de garçons, enquanto um músico tocava jazz ao vivo, o assunto principal era o fato que culminou em uma tragédia. “Temos que seguir em frente, infelizmente é assim. A gente imaginou que a casa não fosse abrir hoje, mas quem manda não somos nós. A ordem aqui é tocar a vida. Isso que falaram para a gente fazer: tocar a vida“, disse outro funcionário que pediu anonimato.

A Polícia Civil abriu um inquérito para apurar as causas da confusão e da ação do PM que culminou na morte do profissional. Durante a tarde, o estabelecimento publicou uma nota de pesar. “Lamentamos profundamente a perde do colaborador Leandro e permanecemos solidários com a família, entes queridos de demais membros da equipe neste momento de muita dor.

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